Acabou de sair “Oliveira de Frades… a Terra e suas Gentes”

Acabou de sair “Oliveira de Frades… a Terra e suas Gentes”

Com 472 páginas, “Oliveira de Frades” é uma autêntica bíblia da terra e das gentes deste concelho lafonense.

Começa nas suas origens, em 1149, então chamada Ulveira, nome que dá ao hotel no largo da Feira e também aos pastéis regionais, que pertenceu à família Rabaldes e doada naquela data ao Convento de Santa Cruz de Coimbra.

Ulveira significa terreno alagadiço ou pantanoso. Tomou o nome de Vila de Oliveira em 1169, com limites fixados por D. Afonso Henriques, ou seja, a vila é tão antiga quanto Portugal.

O concelho foi fundado no dia 16 de Maio de 1832 por decreto de Mouzinho da Silveira, depois extinto e finalmente restaurado em 7 de Outubro de 1837 por José Maria Soeiro, ainda hoje feriado municipal, com direito a nome de rua.

Ao longo das quase 500 páginas há histórias e lendas assaz interessantes como a lenda da Ponte do Cunhedo, o Convento de S. Cristóvão de Lafões, a Sineta da Capela da Feira, o edifício mais antigo da vila (Casa da Rocha, 1624, ainda existente), Casa do Solar, um dos mais qualificados restaurantes do País, ponte Luiz Bandeira, a primeira construída em Portugal em betão armado (1907), já submersa pela barragem de Ribeiradio (2016), Pensão Avenida (finalmente reabilitada).

Há também a genealogia das famílias mais conhecidas da vila, como Azevedo Maia, Florindo, Diniz Vieira, Figueirinhas, Neves, Pinheiro de Almeida/Amorim Girão, Amadeuzinho, Aureliano Gouveia (do Café Ideal, o primeiro da vila).

Pode ler-se também referências a jornais locais como “O Lafões” (o primeiro, em 1892), “O Lafonense”, “Mocidade de Lafões”, “Jornal de Lafões”, “Jornal de Oliveira de Frades” (1986), todos extintos.

Pena que o livro só “dure” até 2000. Não se pode ter tudo e ficámos sem o apogeu e queda da Martifer (construiu os estádios do europeu de 2004) que chegou a ser a maior empresa metalo-mecânica da Europa.

A última entrada, datada de 2000, diz respeito à nova igreja paroquial da vila.

Escrito de um modo muito pessoal pelo seu autor, Luís Alberto Castanheira Fernandes Gouveia, 75 anos, ceramista, o livro encontra-se à venda na Papelaria Albuquerque, um dos mais emblemáticos e de sucesso comércios de Oliveira de Frades.

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