A Denuncia do “Politicamente Correcto” como imperativo de Consciência (III)

Francisco Queirós

Morte e Horror nos EUA

Nos Estados Unidos, o problema ganhou uma dimensão tal que já morreram pessoas por causa do medo do “politicamente correcto”! Em 2009, um muçulmano abriu fogo sobre um grupo de soldados numa base militar enquanto gritava “Allahu Akbar” (Deus é Grande em Árabe). O indivíduo em causa estava sinalizado pelas Autoridades Federais com “um Bomba Relógio” Até e-mails provando a sua ligação a Imãs radicais estavam na posse da polícia, que há muito o trazia debaixo de olho. Mas, por incrível que pareça nada foi feito. Segundo o inquérito final os responsáveis pela investigação do caso tiveram medo de serem apelidados de racistas ou de islamofóbicos. Morreram 13 Pessoas graças ao “politicamente correcto”!

O “crime” do Piropo, ou a Parolice Lusitana!

O problema dos “revolucionários permanentes” é que apenas se consideram úteis enquanto estão a “revolucionar”, e no processo de revolucionar não se importam com quem atropelam!

Em Portugal, tentou-se e ainda se tenta proibir o tradicional Piropo. O caso só pode provocar hilaridade: quererão os “Revolucionários Permanentes” pôr a polícia a controlar, na rua, as galanterias que um cavalheiro possa dirigir a uma senhora que passa? Quererão instituir a videovigilância da fala ou um sistema de denúncia dos piropos? Se isto não é totalitarismo, que nome se poderá dar-lhe?

A via das denúncias tem corrido mal, e horrivelmente em muitos dos países mais atingidos pela praga do “politicamente correcto”. Na Suécia, por exemplo, se uma mulher se zanga com um homem, basta-lhe gritar “Violação”, que esse homem é imediatamente declarado culpado antes de provado inocente… A sua cara é divulgada nas redes sociais e nas televisões, é demitido do trabalho, é ostracizado pela comunidade. E, no entanto, em 5.887 “denúncias” registadas em 2013, apenas 190 se provaram mesmo casos de violação! Não é suposto sermos Inocentes até Prova em Contrário declarada por um Juiz após um Julgamento Justo e com o Acusado a ter Direito de Defesa? Pois: os outros é que são Fascistas!

Já nos EUA, em 2006, toda uma equipa universitária de Lacrosse (um desporto local com origem India) foi suspensa da Faculdade quando uma “stripper” acusou os jogadores de a terem violado. Todos os jovens em causa eram brancos heterossexuais, o pior inimigo dos “politicamente corretos” …O nome dos jovens foi arrastado pela lama… O problema para a brigada do “politicamente correcto” e para o energúmeno do Procurador que conduziu o processo com o fito propósito de condenar os Jovens, é que existe uma coisa chatíssima chamada “Teste de ADN” … pois esta “Modernice” provou que nenhum dos rapazes tinha tido contacto sexual coma “stripper”. No final foi expulso da ordem, e a “stripper” veio a ser presa, embora por outros pequenos delitos, incluindo, ironicamente, abuso de menores.

Uma Nova Inquisição

As acusações sem fundamento (Características das Práticas Inquisitórias Medievais) são tantas, que os procuradores e os polícias começam a desconfiar da veracidade de todos os casos, uma versão moderna do “Pedro e o Lobo”, arriscando-se a que verdadeiros culpados escapem ao braço da lei por falta de acção dos agentes da ordem.

No caso dos Piropos que pretendem criminalizar, bastaria uma acusação leviana para um homem inocente ser conduzido aos calabouços. Seria curioso de se ver grupos como as Femen teriam coragem para protestar da forma como se protesta na Arábia Saudita, onde as mulheres são verdadeiramente oprimidas.

Os defensores do “politicamente correcto” têm um modo de pensar “totalitário”, pois dão a ilusão de escolha às pessoas, embora apenas acreditem que existe uma resposta correcta. E estão sempre dispostos a castigar quem “erra”! Tomemos 2 exemplos:

1) Os Trabalhistas Britânicos propuseram o fim do popular programa da BBC “Top Gear” falar sobre automóveis, pelos vistos, incentiva “valores chauvinistas, pois a cultura automóvel está ligada a uma perspectiva antiquada da masculinidade”!

2) Em Portugal uma professora perguntou ao Alunos se eram a favor ou contra a Pena de Morte. Julgo não haver uma resposta correcta… pelo visto há: quem se mostrou a favor foi punido!

O “politicamente correcto” é uma doença das sociedades modernas. Se queremos que o bom senso regresse, temos urgentemente de deixar de dar atenção aos Novos Inquisidores. Eles não a merecem!Redação Gazeta da Beira

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