À caça de tesouros, à descoberta da região

O “Geocaching” tem cada vez mais seguidores na região

• Redação

Ed650_IMG_3506Há quem lhe chame um jogo, mas, na verdade, é muito mais do que isso. O “Geocaching” é uma aventura que desafia os jogadores a descobrirem a história e o património. Ao mesmo tempo que procuram o tesouro, ou melhor, o “cache”, os jogadores vão descobrindo a beleza dos locais por onde vão passando, locais esses, de considerado interesse turístico. Espalhados pela  região estão mais de 400 tesouros. Numa altura em que cada vez mais se fala do “Geocaching”, a Gazeta da Beira esteve à conversa com uma das equipas, a Slim Team que conta tudo sobre esta nova moda que tem cada vez mais seguidores.

No total, a nível nacional, são já 34 481 geocacheres que andam pelo país à procura de tesouros, honrando a tradição de um país de descobridores. Para além do obrigatório espírito de aventura, basta, apenas, um registo na página oficial do “Geocaching” na Internet e um GPS com capacidade de navegação pedestre.

Ed650_IMG_4104A “Slim Team” é composta por Filipe Martins, 21 anos, Sandra Silveiredo, 23 anos e Tiago Martins, 13 anos. Os três jovens vão à procura dos tesouros “sempre que o tempo permite” sendo que, “apesar de qualquer passeio servir para fazermos umas paragens e aproveitar para descobrir mais umas caixinhas” é sobretudo nos fins de semana que se conseguem reunir. Como relata Filipe Martins, depois de uma conversa de amigos, decidiram experimentar e nunca mais pararam: “depois de encontrarmos a primeira cache, a vontade de encontrar mais torna-se maior e daí nasce a “loucura” pela caça ao tesouro”.

No currículo desta equipa, já estão registadas muitas aventuras e peripécias. Como relata Sandra Silveiredo, são muitas as “escorregadelas, a sujidade, as longas caminhadas e muitas histórias das gentes de antigamente que temos o prazer de ouvir relatadas pelas gentes das aldeias onde vamos passando, e nos vão deixando muitos sorrisos. É, sobretudo, o que podemos contar e guardar no final das descobertas.”

Também no “geocaching” o segredo é a alma do negócio, por isso, este jogo é praticado com prudência e secretismo, uma forma de preservar os tesouros. Como clarifica Tiago Martins, “normalmente encontramos muitos “muggles” (nome que se dá no jogo às pessoas que se encontram no local e que não conhecem o jogo), logo aí não podemos dar nas vistas porque isso poderá comprometer a longevidade da caixinha. Um tarefa nem sempre fácil já que, as pessoas,“acham estranho andar alguém a rodear muros, a movimentar pedras ou simplesmente a olhar para paredes”.

Outras das máximas do “geocaching” é o respeito pelo meio ambiente, em todas as aventuras os descobridores, ao longo da sua missão, devem ter todo cuidado para não danificar o planeta, não fosse este o palco da aventura.

De todas as jornadas vividas, há uma que marcou especialmente e equipa: a descoberta da Torre de Paços de Vilharigues. Como recorda Filipe Martins, “seguimos a dica e demos por nós a vasculhar todos os buracos de uma parede e um senhor já de idade gritava lá do fundo do pátio de uma casa “Está mais à direita! É mais à direita”, e nós a pensar que o senhor estava maluquinho, mas afinal os maluquinhos éramos nós, porque, quando estávamos quase a desistir, fomos então procurar mais à direita e lá estava ela”.

 

Os tesouros da nossa região

A “Slim Team” já encontrou cerca de 63 tesouros na região, mas há ainda muitos mais para encontrar.

Em São Pedro do Sul, são 208; em Vouzela são 68; o mesmo número de tesouros se escondem em Oliveira de Frades. Já Sever do Vouga, por sua vez, conta com 69 tesouros. Uma forma diferente de fazer turismo e de conhecer as potencialidades da região, “uma descoberta dentro das próprias descobertas”. Como conta Filipe Martins, “já fomos “obrigados” a ir a muitos sítios com história que, de outra forma, sempre nos iriam passar despercebidos.” Um passatempo diferente que proporciona inúmeras experiências com a natureza. Como acrescenta Filipe Martins, “alguns sítios, combinados com certas horas do dia, oferecem-nos paisagens magníficas, dignas de filmes”

A equipa tem em mãos um novo desafio: criar, também, os seus próprios tesouros. Uma forma de promover o que de melhor tem a sua terra e atrair outros jogadores a Soutelo (União de Freguesias de Cedrim e Paradela). Como explica Filipe Martins, “a “Slim Tea” tem neste momento duas que pretendem dar a conhecer os pontos essenciais da aldeia de Soutelo, ainda em revisão, que serão colocadas online assim que obtenhamos aprovação”.

O “geoaching” é a modalidade moderna da caça ao tesouro, um passatempo inovador, uma forma distinta de fazer turismo. Da “Slim Team” fica a promessa de mais aventuras, à caça de tesouros à descoberta da região.

O que é o “geocaching”

Ed650_IMG_3992

Os caches são caixas muito resistentes, de pequena dimensão, onde está guardado um pequeno bloco de notas, no qual os participantes devem registar a sua presença

Tudo começou com uma caixa escondida que em pouco tempo, se multiplicou por muitas outras. Quantos mais eram aqueles que encontravam os tesouros, quantos  mais eram aqueles que criavam novos tesouros, mais depressa o “geocaching” se espalhava pelo mundo. Pelo mundo estão já escondidas milhares de caches que não são mais do que caixas muito resistentes, de pequena dimensão, onde está guardado um pequeno bloco de notas, no qual os participantes devem registar a sua presença. Os participantes podem ainda deixar algum objeto pessoal para trocar com outros descobridores. Depois, a equipa deve registar a sua descoberta na página oficial do “geocaching” na Internet.

O objetivo do “geocaching” é, portanto, encontrar estes tesouros, os quais estão listados na página da Internet. Uma página completa que indica o distrito, as dificuldades os interesses do local, os acessos, as coordenadas…Uma espécie de mapa do tesouro que é completado com ajuda do GPS, o bom amigo de qualquer jogador.

Os desafios são diversos, a missão pode passar, simplesmente, por encontrar a caixa a partir do GPS, ou pode envolver algum enigma adicional, um circuito específico…Redação Gazeta da Beira

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *