25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

Este ano já foram mortas 22 mulheres em contexto de violência na intimidade
Assinala-se no próximo dia 25 o Dia Internacional pela Eliminac?a?o da Viole?ncia contra as Mulheres. São as mulheres que representam a larga maioria das vítimas de violência doméstica, sexual e das mortes em contexto de violência na intimidade.
O Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) contabilizou, entre 01 de janeiro e 15 de novembro deste ano, 28 mulheres mortas, 22 das quais no contexto de relações de intimidade, segundo os dados preliminares divulgados na passada quarta-feira no Porto.
De acordo com os dados recolhidos pela OMA e pela UMAR – União das Mulheres Alternativa e Resposta, com base em notícias publicadas nos órgãos de comunicação social, ocorreram, em Portugal, “22 femicídios nas relações de intimidade” e seis assassínios, três deles “em contexto familiar”, um “em contexto de crime”, um “por discussão pontual” e um “em contexto omisso”.
O relatório preliminar do OMA/UMAR revela, ainda, que em 12 dos 22 femicídios, ou seja, em 55% dos casos, existia violência prévia contra a vítima.
Violência física, psicológica, perseguição, ameaças, estratégias de controlo e tentativa de femicídio prévio são algumas das formas de violência identificadas.
“Em sete casos havia sido feita denúncia anterior de violência doméstica às autoridades”, descreve o relatório, que acrescenta que “em cinco casos as vítimas já tinham recebido ameaças de morte por parte dos perpetradores” e que “em todos os casos a violência era conhecia por terceiras pessoas”.
Em pelo menos 13 casos, as vítimas tinham filhos menores de idade.
Sobre esta matéria, o vice-presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), Manuel Albano, sublinhou que os filhos das vítimas ficam “duplamente órfãos” e recordou que foi criado um projeto específico, a Rede de Apoio Psicológico para Crianças e Jovens Vítimas de Violência Doméstica (RAP), para atuar nestes casos. De acordo com Manuel Albano existem 31 equipas em todo o território nacional.
“A violência contra as mulheres é estrutural e não meramente individual”, destacou Liliana Rodrigues, presidente da UMAR, numa intervenção na qual também pediu mais investimento nesta área e aposta na formação especializada em profissionais de primeira linha.
Em várias cidades vão realizar-se no dia 25 de novembro manifestações e vigílias pelas vítimas da violência doméstica.
O Dia Internacional pela Eliminac?a?o da Viole?ncia contra as Mulheres surgiu para na?o esquecer o assassinato das irma?s Mirabal – las Mariposas – vi?timas da ditadura de Trujillo (República Dominicana). Foi decretado em 1999 pela ONU.
24/11/2022

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