500 anos da Catedral de Viseu e abertura do seu museu

701_FM_Catedral-Viseu_IMG_2231

Numa conferência de imprensa realizada jno Paço Episcopal de Viseu, o Bispo D. Ilidio Leandro apresentou o programa das comemorações que tiveram lugar no sábado, dia 23 de Julho que integraram as novas constituições sinodais-orientações pastorais que irão marcar a próxima década. O lançamento de uma obra literária com três volumes relativa à história da Diocese e a reabertura do Tesouro-Museu da Catedral de Viseu.

Esta é a primeira História da Diocese de Viseu, desde que, nos alvores do Século XVII, se esboçaram as primeiras tentativas de registar a memória de alguns episódios relevantes da presença do cristianismo e das suas estruturas eclesiásticas no território viseense, região onde, durante longos séculos, para as suas populações, o cristianismo foi um oásis de beleza e esperança.

O Museu da Catedral já reabriu com novidades e esteve encerrado desde Outubro de 2015 para obras de requalificação e esta cerimónia esteve inserida nas celebrações jubilares da Sé pelos 500 anos da sua terceira dedicação. Tem uma sala de acolhimento, com mobiliário moderno e acolhe toda a gente que entre na Sé. O Vigário-Geral de Viseu – Padre Armando Esteves – destacou alguns melhoramentos que foram realizados com as obras, como a belíssima sacristia a a capela-mor que vão poder ser visitadas.  A Catedral é património público e está prometido ter uma nova fase com o restauro de outras zonas que ficam anexas ao Museu Tesouro.

O Tesouro Museu da Catedral de Viseu foi criado a 21 de Janeiro de 1932, o mesmo Decreto Lei que criou o arquivo distrital e as peças expostas e os espaços revelam oito séculos de história, do Século XII-XX, e nesse tesouro está uma custódia gótica de 1533.  Quem visitar o Museu poderá usufruir de miradouros sobre o Adro e a Misericórdia, sobre a Praça D. Duarte e toda a outra parte da cidade.

Foi feito um protocolo entre a Diocese e o Cabido, que é responsável da Catedral e do Museu, com o objectivo de uma nova orientação, apresentando algumas novidades através do Departamento Diocesano dos Bens Culturais.

Este ano assinalam-se os 500 anos da última sagração da Catedral de Santa Maria de Viseu, que constitui o espaço religioso referencial de toda a Diocese. O seu estatuto confere-lhe uma particular centralidade, que ultrapassa a funcionalidade paroquial, para alcançar um âmbito diocesano. Assume-se como referência fundamental em termos da identidade religiosa das comunidades das diversas paróquias da diocese, é a imagem figurativa da Igreja visível de Cristo. O Verdadeiro templo de Deus vivo, espiritual.Redação Gazeta da Beira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.