Grupo de cidadãos alerta para a desigualdade entre géneros
No dia Internacional da Mulher
• Patrícia Fernandes
No passado dia 8 de março, assinalou-se em todo o mundo o dia internacional da mulher. Em Viseu, um grupo de cidadãos aproveitou o dia para consciencializar as pessoas, relativamente à desigualdade entre os géneros que, ainda persiste na atualidade. Pela zona histórica de Viseu foram distribuídos cerca de 500 flyers que apelavam a uma mensagem de igualdade de direitos. Nesta sequência nasce a Plataforma Cidadã, um movimento apartidário e informal, para a igualdade entre as mulheres e os homens.
Sabia que Portugal as mulheres ganham menos 20% de que os homens, sabia que as mulheres trabalham mais 17 horas por semana? Sabia que as mulheres continuam a ser despedidas por engravidar? Sabia que uma em cada três mulheres é vítima de violência doméstica? Estas foram algumas das questões levantadas por um grupo de cidadãos que decidiu assinalar o dia Internacional da Mulher de uma forma bem especial. “ Dia Internacional da Mulher Dia de Direitos foi o lema que quiseram transmitir. Como explica Rosa Monteiro, uma das promotoras, “este movimento pretendeu, por um lado, celebrar as conquistas em termos direitos, por outro, quisemos chamar a atenção para as desigualdades, para a descriminação entre sexos que ainda persiste”.Como acrescenta Rosa Monteiro, atualmente as melhores continuam a ser discriminadas no trabalho e na sociedade geral e estão mais expostas a casos de violência.
Deste mesmo grupo, nasce a Plataforma Cidadã para a igualdade, um grupo que quer aglomerar pessoas heterogéneas, mas com um sentido de militância em comum: a igualdade entre géneros. Como explica Rosa Monteiro, “ Vai ser uma espaço de encontro, de debate e de ação”. Esta plataforma quer ainda ser uma fonte de informação, até porque, muitas vezes, como garante Rosa Monteiro, há algum desconhecimento relativamente aos direitos das mulheres.
Desta primeira iniciativa Rosa Monteiro faz um balanço muito positivo, com conta: “fomos muito bem acolhidos, sentimos uma grande simpatia e empatia das pessoas com o conteúdo do flyer”. A plataforma está já a preparar outras iniciativas de consciencialização futuras.Redação Gazeta da Beira
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