São Pedro do Sul junta-se às comemorações

2014, ano internacional da agricultura familiar

Ed648_02-AgriculturaFamiliarO ano de 2014 vai ser dedicado à agricultura familiar e o Município de São Pedro do Sul já anunciou publicamente que não vai deixar passar a data em branco. Durante este ano, a agricultura vai assumir uma posição central no concelho, sendo que estão previstos vários eventos que procuram dar a conhecer o valor dos produtos endógenos e valorizar a agricultura, um setor que se reinventa, rejuvenesce e que, nos últimos tempos, vai crescendo como resposta à crise.

Como referiu Pedro Mouro, em declarações à Gazeta da Beira, o Ano Internacional da Agricultura Familiar vem ao encontro de um dos objetivos do Município que visa, como explica o vereador, em “valorizar e criar uma nova dinâmica na nossa pequena agricultura e no nosso desenvolvimento rural”.

Para estas comemorações, o Município quer contar com os concelhos vizinhos, como referiu em comunicado, “Tentará também a Câmara Municipal obter dos outros Concelhos de Lafões a colaboração e apoio às suas iniciativas, estando disposta a colaborar com todos no sentido do desenvolvimento integrado e sustentável da Região”.

As comemorações

A primeira iniciativa que o município avançou foi o encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, realizada nos passados dias 6 e 7 de Fevereiro, mas, até ao final do ano, são esperados mais três eventos que querem assinalar o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Em maio, a autarquia vai pegar num dos seus produtos de excelência e vai avançar com o I Festival da Vitela de Lafões, no qual, a vitela à moda de Manhouce vai ter um lugar especial. Associado a esta iniciativa pode estar ainda o Cabrito da Serra da Gralheira. Uma forma de, como indica fonte oficial do município, “divulgar duas espécies endógenas já certificadas e que estão a ser comercializadas, em quantidade fora do Concelho”.

O feijão, outro produto forte da região, não foi esquecido. Em setembro, a autarquia vai promover o I Festival do Feijão. O objetivo é “divulgar o seu consumo e estimular a produção das variedades mais comuns da nossa zona, incluindo o feijão-frade de inegável valor gastronómico”.

No Ano Internacional da Agricultura Familiar, as florestas também vão ser uma prioridade.  O Município de São Pedro do Sul, ciente da “obrigação de proteger as florestas do nosso território concelhio da destruição pelo fogo” vai comemorar o Dia Internacional das Florestas, integrado na Semana Florestal de Lafões. A pensar nas florestas vai, ainda, ser iniciado um programa de Defesa da Floresta, o qual, já foi apresentado no âmbito do PRODER.

Para além destes quatro eventos, em que a autarquia tomou a dianteira, a Câmara pretende continuar apoiar os outros festivais agrícolas que já são tradição. A Feira da Laranja, a Feira da Broa e o Festival da Castanha e do Mel vão continuar na agenda dos sampedrenses.

Também o Mercado Tradicional e Familiar vai, no Ano Internacional da Agricultura Familiar, receber um novo folgo. Para a autarquia, o Mercado Tradicional Familiar é uma importante ferramenta para a divulgação dos produtos endógenos, os quais, contribuem eficazmente para “o enriquecimento das terras e das gentes do Concelho”. Neste sentido, no seio destas comemorações, não podia ser esquecido. Como defende, Pedro Mouro, em declarações à Gazeta da Beira, em 2014, “o município vai apostar numa maior divulgação, incentivo e expansão do Mercado”.

O Ano Internacional da Agricultura Familiar

Em 2014, a Agricultura Familiar (AIAF) vai estar nas agenda dos diversos países do mundo. O objetivo é trazer o tema a debate, de maneira e reintegrá-los no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais. Como se pode ler na página oficial do Ano Internacional da Agricultura Familiar, importa corrigir lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado. Como referem, “ AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a consciencialização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares”.

Uma forma eficaz de irradiar a pobreza, já que segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (órgão que dirige a iniciativa), mais de 70% dos alimentos consumidos pela população são fruto da Agricultura Familiar. Uma forma de preservar e respeitar o ambiente, através do uso sustentável dos recursos naturais e de proteger a agrobiodiversidade. Uma forma de impulsionar as economias locais, em especial as rurais.

• Patrícia Fernandes

Redação Gazeta da Beira

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