Bootcamp de Saúde Mental Juvenil

Aconteceu em Tarouca no passado fim de semana, o primeiro Bootcamp de Saúde Mental Juvenil, organizado pela Associação Inovterra em parceria com o agrupamento de escolas de Santa Cruz da Trapa (AESCT) e o Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques (Guimarães). Esta iniciativa pretende ser o pontapé de saída para a mudança de paradigma no trabalho a realizar com os jovens no âmbito da saúde mental. Neste âmbito, Tarouca foi o palco para que cerca de meia centena de pessoas, entre as quais, jovens, docentes e técnicos partilhassem ideias e construíssem aprendizagens significativas para todos. Através de uma metodologia participativa que recorre a métodos e técnicas de educação não formal, numa lógica de proximidade e horizontalidade, durante este fim de semana os participantes para além de discutirem assuntos relacionados com o tema, tiveram a oportunidade de explorar e conhecer a região e contemplar as paisagens magníficas e inspiradoras do território de Tarouca.

Para Dário Gomes, educador social do AESCT, o programa tem um potencial enorme na forma como pode potenciar o desenvolvimento de competências pessoais e sociais da população juvenil e não só, ao mesmo tempo que pode ser uma aposta importante na prevenção dos problemas relacionados com a saúde mental. Segundo a sua perspetiva, a escola tem de ser um lugar que ultrapassa a tradicional transmissão de conhecimentos do século passado. Os jovens do século XXI precisam de outros estímulos, que são igualmente importantes e que devem ser alinhados com as aprendizagens académicas realizadas em sala de aula. A educação não formal deve andar de mãos dadas com a educação formal realizada dentro das escolas portuguesas.

Para Joana Ferreira, psicóloga do Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques conciliar a educação não formal com aquilo que é preconizado no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória é uma oportunidade única que consubstancia as aprendizagens realizadas na estrutura escola e que é transportada para o que é o desenvolvimento de competências transversais para a vida adulta.

Os técnicos envolvidos encontram-se a desenvolver funções nas respetivas escolas e estão enquadrados no âmbito do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE).

Um dos objetivos dos organizadores passa por aproximar as escolas das comunidades, aproveitando os recursos e as oportunidades, criando, assim memórias e identidades que valorizam e potenciam as regiões. Esta iniciativa teve o apoio do IPDJ.

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