Livreiro lafonense José Pinho agraciado com medalha de Mérito Cultural da Cidade de Lisboa
Carlos Moedas entrega Medalha a José Pinho – Foto de Manuel Rodrigues Levita/CML
José Pinho, editor e livreiro, foi reconhecido unanimemente pela Câmara Municipal de Lisboa como “uma personalidade incontornável do sector cultural do país e da cidade de Lisboa, dedicando-se há mais de duas décadas a estimular e inovar a democratização do acesso à cultura e a formação de públicos”.
José Duarte de Almeida Pinho, nasceu a 11 de agosto de 1953 na aldeia de Sul, concelho de São Pedro do Sul. De modo a poder prosseguir os estudos vai viver sozinho para Viseu com apenas 10 anos, onde tudo lhe era estranho. Diz que ficar sozinho perante o mundo preparou-o de uma outra maneira, desde muito jovem deu-lhe capacidade de sobrevivência.
Vereadores Beatriz Gomes Dias, Paula Marques e Diogo Mouro – Foto de Manuel Rodrigues Levita/CML
Depois de passar pela emigração, em Paris, e de nunca se ter desligado das suas origens, vai para Lisboa, onde, entre 1989 e 1995, foi editor da revista literária de análise e crítica social “Devagar”. Em 1999 é um dos grandes entusiastas da fundação da livraria “Ler Devagar”, projeto que teve início no Bairro Alto e que se instalou no espaço “LX Factory”, em Alcântara.
Ao longo dos anos, editou uma vintena de livros nas mais variadas áreas, dinamizou milhares de sessões e programas culturais em todas as vertentes da criação artística, criou festivais literários de dimensão e abrangência nacional. Mantém-se como responsável pelo FOLIO – Festival literário Internacional de Óbidos, com 7 edições, pelo Festival Literário Latitudes: Viagens e Viajantes, com 4 edições, e pelo Festival Lisboa Cinco L, com 3 edições.
Numerosa assistência no Salão Nobre dos Paços do Concelho – Foto de Manuel Rodrigues Levita/CML
Carlos Moedas interveio na cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Cultural referindo-se a José Pinho como “uma força da natureza que moveu montanhas, que mobilizou Lisboa pelo amor à literatura, à cultura, pela liberdade de escrever e de ler”. Realçou o papel do homenageado no esforço de “tornar a cidade, não apenas num amontoado de pessoas isoladas entre si, mas num espaço de cidadania, num espaço em que trocamos o que há de melhor em nós, a nossa alma, e, para mim, José Pinho é isso, a alma de Lisboa.”
Mais recentemente, José Pinho está profundamente empenhado no projecto do Centro Cultural e Social do Bairro Alto, que congregará livrarias, galerias, estúdios de cinema e de gravação de audiolivros e podcasts, salas de concertos e de artes performativas.
José Duarte de Almeida Pinho é, assim, uma personalidade ilustre e ímpar de Lafões, um visionário e empreendedor que disse “nunca ter feito nada sozinho”, valorizando o coletivo, a participação e a formação de equipas, a quem a cidade de Lisboa prestou a devida homenagem reconhecendo o seu talento e dedicação à comunidade.
11/05/2023

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