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Quando for grande quero ser…
A Educação em Pequenas Histórias
Quando for grande quero ser…

Quantos de nós, quando éramos pequenos, não dissemos “quando for grande quero ser…” No trabalho que realizamos nas escolas, um dos apoios que desenvolvemos tem a ver com a Transição para a Vida Pós-Escolar (TVPE).
Mas, na realidade, o que será isto? Pois bem, a partir dos 15 anos, todos os alunos com um Plano Individual de Transição (PIT) têm a possibilidade de realizar uma experiência profissional na comunidade.
A importância deste apoio é fundamental para que se possa abrir caminho para um futuro com mais oportunidades. Na verdade, tudo isto tem um processo por trás que envolve o aluno, a família, os professores, o responsável na empresa e o técnico de Transição para a Vida Pós-Escolar. Sendo que estes alunos, no final do seu percurso escolar, recebem um certificado de frequência, realça, ainda mais, a importância de os preparar, de uma forma global para o futuro.
Nos agrupamentos com os quais colaboramos, são os alunos e as suas famílias que escolhem as áreas profissionais e, se possível, o local de estágio, dando asas à sua autodeterminação.
Naturalmente, alguns têm dúvidas e outros não têm conhecimento das áreas profissionais existentes e é através das visitas de despiste vocacional que os alunos conseguem ter maiores certezas sobre o que desejam para as suas vidas, naquele momento.
Por vezes, acontece escolherem áreas que, na prática, não correspondem de todo ao que imaginavam, deixando-os desmotivados e sentindo-se pouco produtivos naqueles ambientes.
Quando isso acontece, reúne-se novamente a equipa que acompanha o aluno de forma a averiguar que outra área poderia ser do seu interesse. Os alunos veem sempre com bons olhos estas oportunidades que lhes são proporcionadas e, no final dos seus percursos escolares, são notórias as evoluções em diversos níveis, tais como: a autonomia, iniciativa, relacionamento interpessoal e social, comunicação, sentido de responsabilidade, bem como na própria realização das tarefas no local onde realizam as suas experiências.
Sem dúvida que o trabalho desenvolvido com os alunos na comunidade traduz-se nestas evoluções e ganhos para eles e para as suas famílias, mas também para a sociedade em geral, que os passa a ver como pessoas que conseguem ter uma vida com objetivos e capazes de pertencer a uma sociedade, que se deseja mais inclusiva.
E depois da escola? Para todos estes alunos, que de uma forma ou de outra apresentam algum tipo de incapacidade ou dificuldade, importa, sobretudo, que eles frequentem uma resposta que vá ao encontro dos seus desejos, interesses e sonhos. Deste modo, sentir-se-ão úteis e com um projeto de vida mais sólido, estando incluídos nas suas comunidades.
11/05/2022

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