Rui Chã Madeira*
Etnografia musical do concelho de São Pedro do Sul - A artista Isabel Gomes Silvestre e as indústrias da música – Terceira parte

A edição da compilação “Isabel Gomes Silvestre – Grandes Êxitos” em 2013 marca a extinção do vínculo da artista com a editora EMI-Valentim de Carvalho. Não obstante, dois anos volvidos, Isabel gomes Silvestre regressa a estúdio para gravar o álbum “Cânticos da Terra e da Vida” editado em 2015 pela etiqueta Tradisom – Produções Culturais Lda. Esse álbum, até à data o seu último trabalho a solo, conta com a produção executiva e musical de José Barros, considerado como resiliente conhecedor e preservador da música tradicional portuguesa. Com a participação especial de Rão Kyao e arranjos musicais de Miguel Tapada e de José Barros, as fotografias foram da autoria de António Homem Cardoso e a composição gráfica de Ivone Ralha. O álbum comporta seis cantigas do cancioneiro tradicional de Manhouce incluindo Além, Além da autoria de José Gomes Silvestre, quatro cantigas do cancioneiro tradicional e as canções Chapéu Preto da autoria de Arlindo Carvalho e Asas do Vento da autoria de Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves. Para além das obras discográficas referidas nestas três partes que constituem a ligação entre a artista Isabel Gomes Silvestre e as indústrias da música, importa referir o não menos importante álbum “Isabel Gomes Silvestre – Cantar Além” editado em 2006 pela Açor – Emiliano Toste Produções Multimédia. A obra discográfica, gravada no convento de São Pedro do Sul, foi produzida por Emiliano Toste com arranjos e direção musical de António Alexandrino e fotografia de António Homem Cardoso. Assente essencialmente num cancioneiro de cariz religioso, o álbum é constituído por dezanove cantigas e ladainhas. A acompanhar Isabel Gomes Silvestre foi constituído um coro polifónico formado pelas cantadeiras manhoucenses Maria Helena Rocha, Sandra Costa, Custódia Tavares, Hermínia Tavares, Ana Beato e Maria do Céu Santos.
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23/02/2023

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