CRI / ASSOL – Educação em Pequenas Histórias
Pequenas grandes mudanças
A Educação em Pequenas Histórias
Pequenas grandes mudanças

Uma das atividades realizadas pela equipa do CRI é reunir com as famílias e perceber as suas necessidades, desejos e expetativas. Numa reunião com os pais de um aluno, um dos elementos, com os olhos lacrimejantes, referia a falta de tempo com o seu filho. Que a azáfama do dia-a-dia, o trabalho por turnos e o cansaço, estavam a deixar que o tempo que gostaria de despender com o seu filho fosse excessivamente escasso ou então mal passado, com chamadas de atenção e exigências.
No dia-a-dia, corremos atrás da nossa sombra, o que nos traz sentimentos de insatisfação, culpa e mal-estar. E esse mal-estar vira-se contra nós e a nossa capacidade de sermos pacientes e compreensivos dilui-se perante os nossos filhos.
Assim, parece que a qualidade de vida que almejamos para nós e para os nossos filhos se esfuma por entre os nossos dedos, quando a exigência do trabalho, das rotinas, dos horários, da tecnologia, nos empurra para um ponto de mal-estar e em que nos questionamos “como é que cheguei aqui?”.
Se calhar, a pergunta que temos que fazer antes talvez seja “O que quero eu mudar?”. “Quero ter mais tempo”, será a resposta óbvia. No entanto, foquemo-nos em passos mais pequenos, em mudanças que nos darão “mais tempo”. E foi isso que fizemos com aquela família. Vimos juntos onde poderiam “arranjar tempo”. O pai conseguiu identificar um tempo que usava para compras no final do dia, que podia ser usado para ir até casa e começar a orientar o jantar enquanto a mãe ajudava o filho nas tarefas escolares, ou vice-versa, e essas compras poderiam ser organizadas de forma semanal ou até mensal.
Num segundo momento com esta família, percebemos que esta pequena mudança gerou coisas boas na organização familiar, que tinha sido um passo importante para todos. Para além disso, até as compras semanais passaram a ser feitas com outro entusiasmo, já que pais e filho se envolviam e iam juntos num momento, também ele, de partilha e de aprendizagem.
O que aqueles pais queriam, num primeiro momento, era uma solução rápida para a “falta de tempo”, mas perceberam que pequenas mudanças podem fazer a diferença para melhorar os momentos em família e consequentemente o bem-estar de todos.
E vocês querem experimentar?
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