Paula Jorge
As redes sociais

As redes sociais alteraram mesmo a “nossa” vida… Há uma necessidade constante de mostrar e partilhar factos, atitudes, sentimentos, estados de espírito. Acima de tudo, uma necessidade imensa de mostrar que se é feliz, que se viaja, que se conhecem lugares, que se frequentam bons restaurantes e bares, muitas vezes não correspondendo às situações reais. Ninguém gosta de passar indiferente e quase todos querem deixar a sua marca (pela positiva ou pela negativa). Não sei se já há estudos, mas ando com vontade de me debruçar sobre o assunto – capa para alguns, passaporte para outros, “desinteresse” para muitos, simples curiosidade sobre as boas novas do mundo, forma de combater inibições físicas e psicológicas, “todos têm… eu também me rendo…”. No entanto, quero acreditar que grande parte dos cibernautas têm a melhor das intenções e que “isto” seja somente um breve apanhado das suas vidas reais, intensas, fortes, verdadeiras e plenas.
Tenho que salientar, no entanto, o lado mais solidário e humano destes instrumentos. Graças ao seu poder de chegar rapidamente a todos os pontos do mundo, há causas que se ganham com a generosidade da grande maioria da população. Veja-se a história da bebé Matilde que sofria de uma doença cujos músculos começam a enfraquecer e que necessitava de um medicamento que custava cerca de dois milhões de euros. Os pais, desesperados, lançam um apelo de ajuda nas redes sociais e rapidamente o povo se move em torno desta causa, conseguindo-se o dinheiro pretendido. Tudo isto através das redes de comunicação social, inclusive do Facebook.
23/02/2022

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