Manuel Silva
Semelhanças entre António Costa e Goebbels
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”
Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler.
António Costa e o ministro da propaganda nazi, Joseph Goebbels, não têm nada em comum, em termos políticos e ideológicos. Um é um democrata, socialista e humanista, enquanto o outro foi um assassino e um tirano, à semelhança do seu Führer. No entanto, na presente campanha eleitoral para as legislativas do próximo dia 30 de Janeiro, o secretário-geral do PS endossa perfeitamente a frase em epígrafe daquele intelectual nazi, no que toca aos ataques ao PSD e Rui Rio, senão vejamos:
António Costa diz que o PSD pretende acabar com o Serviço Nacional de Saúde. É falso, o que os sociais-democratas defendem é a integração dos sectores privado e social no SNS, para que ninguém fique por atender, como agora acontece. Há pessoas em lista de espera por operações, muitas delas urgentes, nos hospitais do SNS, durante anos. Em nome do combate à covid deixaram-se morrer muitos cidadãos e cidadãs portadores de doenças como o cancro ou glicémia muito elevada (diabetes), entre outras doenças.
Dir-se-á: mas o governo assinou acordos com unidades de saúde privadas. Pois é verdade, mas numa escala muito pequena. O PSD pretende que as pessoas possam ser atendidas em hospitais privados, de forma tendencialmente gratuita, como nos públicos, fixando-se objectivos a esses hospitais, que terão de ser cumpridos, sob pena de revogação dos respectivos contratos. Por acaso, nos hospitais públicos, a maioria dos exames e análises é gratuita?
Costa diz que o PSD pretende desmantelar a segurança social pública. É falso, porque, no seu programa eleitoral, o pilar fundamental é o sistema público. O programa do PSD não é muito bem específico relativamente à reforma da segurança social. A posição pessoal do autor destas linhas é a seguinte: toda a gente deve descontar para a segurança social pública sobre a totalidade do seu vencimento, podendo, como já acontece, fazer um seguro de reforma complementar ou PPRs.
O líder do PS afirma ser Rio contra o aumento do salário mínimo. Outra mentira. Rio afirma que o salário mínimo deve ser aumentado de acordo com o crescimento da economia e da produtividade, mais dizendo que as empresas, aumentando aquele salário acima desses critérios, não poderão aumentar os salários médios, conduzindo à nivelação por baixo, como aliás sempre foi apanágio dos socialistas. A falsa igualdade socialista tem conduzido a que nos serviços sociais paguem todos os contribuintes o mesmo ou não paguem nada. Como se vivêssemos numa sociedade sem classes! Será uma forma de ainda aplicar o marxismo de pernas para o ar…
Na fiscalidade, Rio e o PSD são pela baixa do IRC em 4% nos próximos 2 anos (2% ao ano) e em igual valor relativamente ao IRS, em 2025 e 2026, com o objectivo de captar investimentos, especialmente estrangeiros, levando ao crescimento económico e posterior distribuição da riqueza criada. Mas compreende-se que o PS não aceite esta política, pois a sua preocupação é a distribuição e não a criação de riqueza. Tais políticas, com Guterres e Sócrates, deixaram o país na penúria. O último conduziu o país à bancarrota, para não ir mais além…
Há anos, Miguel Sousa Tavares escreveu “todos os portugueses querem reformas estruturais, mas… desde que não toquem em mim ou na minha corporação”. De facto, assim tem sido, não sendo fácil tomar decisões difíceis no imediato, que trarão benefícios no futuro.
Os eleitores têm uma oportunidade no próximo dia 30: ou votam pelas reformas que levarão à criação de um Portugal moderno ou votam naqueles que querem que alguma coisa mude para tudo continuar na mesma, os detentores actuais do poder. Se esta fôr a opção, com o aumento da inflação e o correlativo aumento das taxas de juro, depois não se queixem se a troiika voltar.
27/01/2022

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