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No ano dedicado pelo Papa à encíclica por uma “ecologia integral”, Luísa Schmidt refere que “Nunca a Laudato Si esteve tão atual”

No ano dedicado pelo Papa à encíclica por uma “ecologia integral”, Luísa Schmidt refere que “nunca a Laudato Si esteve tão atual”

A socióloga Luísa Schmidt, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, especialista em questões do Ambiente, afirmou que a encíclica ‘Laudato Si’, do Papa Francisco, “nunca esteve” tão atual”, referindo-se à crise ambiental provocada pelas alterações climáticas e pela perda drástica de biodiversidade

“Nunca a ‘Laudato Si’ esteve tão atual. O que se passou nestes últimos cinco anos veio dar razão, veio dar força e sublinhar alguns dos aspetos que o Papa considerava centrais na necessidade de mudança”, refere Luísa Schmidt em entrevista publicada no último domingo, salientando o facto de a encíclica ligar os problemas ambientais e sociais.

A investigadora elogia a perspetiva social com que o Papa aborda as questões ligadas ao meio ambiente. “Não vale a pena pensarmos que enquanto continuar a existir esta pobreza extrema, esta desigualdade enorme, vamos conseguir resolver os problemas ambientais”, assinala.

A Igreja Católica encerrou a 25 de maio o ano especial que o Papa Francisco dedicou aos temas da ‘Laudato Si’, encíclica que propõe uma “ecologia integral”, no cuidado da natureza e dos seres humanos.

Quanto ao pós-pandemia, a entrevistada refere que a humanidade está a entrar num “capítulo novo, a mudar de paradigma”.

Há uma sensibilidade muito maior, que a pandemia nos trouxe, em relação a tudo o que se prende com a biodiversidade, mas também com uma certa visão do consumismo excessivo, o que o Papa chama ‘cultura do descarte’, que é muito importante. O consumismo excessivo é predatório, é algo que não pode continuar da maneira como estava anteriormente”.

Luísa Schmidt assinala o “momento de viragem” que se vive a nível internacional e elogia a mobilização dos jovens na defesa do ambiente, incluindo em Portugal.

27/05/2021


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