António Gouveia*
Maçonaria, seitas, máfias e outras associações secretas

Na AR propostas do PAN e PSD sobre associações secretas, sejam quais forem, a política deve ser clara e transparente nos ideais e objetivos, a bem das populações e boa distribuição da riqueza nacional, o PIB, o qual, per capita, não nos desonra, mas ofende quem pouco ou nada tem (as médias têm destas coisas). Há mais que uma maçonaria, algumas fundadas há muito com boas intenções, objetivos e ideias que não chocam consciências nem atrapalham o bem comum; idealistas, perseguem a utopia de um mundo melhor para todos o que, como objetivo, também não choca, apenas a impossibilidade do desiderato, o Homem, somos o que somos, para o bem e para o mal, nele a genética é distribuída a esmo e, por vezes, mal distribuída, não há duas pessoas iguais, mesmo os gémeos são parecidos fisicamente, mas não mentalmente, +e um ramos da ciência que tem avançado muito, mas ainda há muito para perceber. Por outro lado, a ambição humana é legítima, move a nossa curiosidade e movimenta o conhecimento e a ciência, por tabela, o desenvolvimento, todos beneficiados pelo trabalho de todos (alguns não querem, outros não podem), quer seja o do lavrador que parte para as terras madrugada alta com a enxada às costas, quer o investigador que, extenuado pelo trabalho atrás do microscópio horas e horas a fio, cai sobre o tampo da secretária e adormece a sonhar descobertas.
Há teorias políticas e filosóficas, ambições utópicas, p. ex. as que querem combater o capitalismo, não há maneira de combater a ambição humana, ou seja, a legitimidade e a liberdade de cada um escolher o caminho, tentar ser rico e poderoso, como tal, trabalhar, trabalhar para amealhar e enriquecer, Ronaldo, Bill Gates ou qualquer industrial famoso (sei estórias de vida que a profissão na banca me permitiu ouvir e descobrir de velhos empresários, que são um portento, entre o sacrifício e o brilhantismo da ambição), desde a pedaleira do tecelão que, jovem ainda, conduzia com a marmita atrás do selim desde o palheiro até à fabrica, ou do pequeno aprendiz de latoeiro que imaginou e cumpriu grandes fábricas de cisternas de transporte, todos aprenderam a arte e se fizeram empresários de nome, respeitados por toda a comunidade e operários que, mais tarde, haveriam de gerir e motivar. Capitalismo não é peçonha nem ronha e capitalistas sempre os teremos connosco, afirmação válida e verdadeira na mesma linha de Jesus Cristo, há 2.000 anos: “pobres, sempre os tereis convosco”. Teremos em conta o limite e limitação da riqueza e da pobreza, duas faces da moeda, tarefa que os estados têm dificuldade em perseguir com maior rigor e menos burocracia. Sim, é mais fácil e cómodo ir aos bolsos da classe média, puxar das folhas de cálculo e acertar o painel das verbas e rubricas do orçamento em “contas de chegar”; mais difícil travar a ganância (ambição descontrolada) do capitalismo selvagem e desenfreado, paga milhões aos mais altos servidores (basta referir a inelutável EDP e o que se passou com as barragens, salários pornográficos e recorrentes nas administrações, produto de uma fiscalidade inteligente e eficiente, injusta e agressiva . Claro, para tal contribuem estas maçonarias e máfias de todo o tipo, caça cabeças e grémios de colocação de empregos de topo, com irmãos espalhados nem grandes escritórios de advogados especializados nestas artes de eficiência fiscal e corrupção de altos servidores dos estados, representados na AR (conte-se ali o número de advogados, economistas e gestores), isto devemos combater, mas este plural majestático não tem força, majestade que leva a nenhures. Estas propostas do PAN e PSD são bem vindas, o PS não quer melhorá-las, é beneficiado pelo GOL uma das poderosas lojas maçónicas, mais agora, é poder, razão das sondagens encomendadas “à la carte”, enche olhos cegos de incautos. Não só o PS, PSD e CDS, também o PCP, o partido com “paredes de vidro” que não arrisca abrir arquivos, lá terá as suas razões para esconder os podres. E podres todos temos, o Homem e os seus partidos.
*Autarca
15/04/2021

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