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Celebração pública de missas a partir de 15 de março, com restrições, e suspensão de procissões e do tradicional “compasso” da Páscoa

Celebração pública de missas a partir de 15 de março, com restrições, e suspensão de procissões e do tradicional “compasso” da Páscoa

A Igreja Católica portuguesa divulgou as restrições para a celebração da Semana Santa e Páscoa “em tempo de pandemia”, começando já pela celebração de Ramos, no próximo domingo.

“Haverá cuidado em evitar ajuntamentos dos fiéis, não sendo permitida a entrega ou troca de ramos”, recorda o Secretariado Nacional Litúrgico (SNL), num documento que explicita várias das orientações deixadas no início deste mês pelo Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Com a Missa de Domingo de Ramos a Igreja Católica inicia a Semana Santa, um dos momentos centrais do ano litúrgico que recordam a Paixão de Jesus.

As celebrações da Semana Santa e a Vigília Pascal deste ano, entre 28 de março e 4 de abril, vão contar com a participação de público, ao contrário do que aconteceu em 2020, por causa da pandemia.

O regresso das celebrações públicas da Missa dá-se a partir de 15 de março, mantendo-se a suspensão de procissões e outras manifestações populares, como o tradicional “compasso” da Páscoa.

Para a Vigília Pascal, as normas de segurança em vigor desde maio de 2020 e a “preocupação assumida por preservar o bem precioso da saúde e da vida” podem ditar algumas adaptações nos cinco elementos que integram a celebração maior do calendário católico.

Relativamente à luz do círio que se distribui pela assembleia, impõe-se a opção entre duas alternativas: “os fiéis não acendem as suas velas” ou, realizando-se o rito como previsto no Missal Romano, “a aproximação entre pessoas será apenas de alguns segundos e que todos os intervenientes terão devidamente colocada a proteção facial”.

Os acólitos ministrantes têm de utilizar máscara respiratória autofiltrante, com autoproteção superior ao das «máscaras cirúrgicas»”, recomenda o SNL.

Já sobre a liturgia batismal, o organismo da Igreja Católica em Portugal assinala que a celebração litúrgica dos sacramentos, “depende apenas da autoridade eclesiástica e do discernimento pastoral”, pelo que podem celebrar-se batismos na Vigília Pascal.


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