Francisco Queirós
O Partido dos Dependentes do Estado (PDE)

Tenho reflectido como muita frequência e profundidade na criação de um Novo Partido: no PNS (Partido dos Não Socialistas) que, sem existência jurídica, tem uma base sociológica que não se sente representada, não vota, mas parece estar a organizar-se como reacção à coligação negativa que ocupou o poder, não para fazer funcionar o país, antes para impedir que outros o façam. E nisso teve tanto êxito que, em cinco anos perdidos, conseguiu que quase todos os nossos parceiros europeus nos ultrapassassem. “Brilhantes resultados” que merecem a consagração destes tempos em “letras fúnebres” na nossa tão aclamada, por mal conhecida, História!
Entretenha-to dei-me conta que uma das mais activas e profícuas actividades nacionais é justamente a Criação de Partidos Políticos sem qualquer base Ideológica, Sociológica e de real interesse para a Nação e todos os Portugueses. Desde o “eclodir das energias recalcadas” do pós 25 de Abril que não se assistia a uma tal profusão de Partidos e Movimentos (pseudo)Políticos sem absolutamente utilidade nenhuma!
O mais bem sucedido destes “borrões teratológicos” que inundam o panorama político da (des)Ditosa Pátria o mais bem sucedido é claramente o PDE (Partido dos dependentes do Estado)! O mui saudoso Medina Carreira estimava em cerca de 6 milhões de potenciais “militantes/votantes” que dependem directa ou indirectamente do Estado. E a maioria deles vota para mal dos pecadilhos do cidadão médio e trabalhador. O país tem uma longa tradição centralista e de prevalência do Estado, que atravessa todos os regimes, da qual a sociedade que ama a liberdade individual, paradoxalmente, não consegue libertar-se. É talvez uma das razões do nosso crónico atraso! O famigerado «caminho para o socialismo» que ainda está no prólogo na nossa Constituição (só a espaços contrariado), é maioritariamente gerido por um PS estatizante que ali encontrou terreno fértil. A forte dependência do Estado, o aumento desmesurado do funcionalismo público, incorporando sectores que antes não estavam completamente dependentes do Estado, de que o PS se autoproclamou dono, tal como o PC se acha dono dos trabalhadores, e a «caça ao voto» fizeram o resto com uma gestão incompetente e imprevidente. As empresas e a sociedade em liberdade com a sua criatividade produzem a riqueza que o Estado depois redistribui muito mal. O socialismo estatizante que temos atrai a parte menos sã do poder económico e financeiro, habituado a depender do Estado; apoiando-se entre si, gerando pobreza e um novo PREC (Processo Redistributivo Em Curso) dependente das tetas do estado! Com o seu voto, mantêm o sistema no poder com mais pobreza e dependência, um círculo vicioso que urge quebrar.
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