Em Foco 799

Novo confinamento agrava dificuldades dos agricultores

• Carlos Matias

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), as perspetivas para 2021 são “tudo menos positivas” principalmente os pequenos e médios agricultores. O ano começa da pior maneira, pois o novo confinamento obrigatório veio, mais uma vez, encerrar uma das principais fontes de escoamento da produção da agricultura familiar, o sector da hotelaria e restauração.

Muitos pequenos e médios agricultores não estão a conseguir vender o que produzem. “O problema é ainda mais grave do que no primeiro confinamento, em 2020”, assegura a CNA. Exigem-se “respostas rápidas”. para os problemas para a agricultura nacional, “que continuou e continua sempre a trabalhar para alimentar o nosso País”.

A CNA propõe e reclama que o Ministério da Agricultura crie um novo programa de apoio aos agricultores. Entre as medidas propostas conta-se a continuidade de todas as medidas de simplificação de regras em vigor no ano passado

A Confederação quer ainda a antecipação do pagamento de todas as ajudas diretas, medidas agroambientais e medidas de apoio às zonas desfavorecidas.

Sabendo-se que as cantinas públicas poderão escoar a produção de muitos pequenos médios agricultores, a CNA defende a criação de um programa de compra de produtos locais para o abastecimento de cantinas públicas. Estima-se que as compras anuais das cantinas públicas representem um mercado bem superior a 500 milhões de euros anuais.

A CNA defende ainda a criação de medidas de retirada de produtos para os sectores mais prejudicados e a “eletricidade verde” para o valor a incidir sobre a totalidade da fatura (termo fixo e consumo). Finalmente,

continua a reclamar a concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, mecanismo que se estivesse já em aplicação concreta poderia fazer toda a diferença no apoio aos pequenos e médios Agricultores.

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