Francisco Queirós
Há morte na esquadra!

O bárbaro assassinato de Ihor Homenyuk às mãos de 3 Energúmenos elementos do SEF é apenas a ponta de um “Tenebroso Iceberg”: as Salas de Tortura em que se transformaram as Instalações do SEF, as Esquadras da PSP e os Postos da GNR! A comunicação social tem veiculado com a necessária enfase as cobardes atitudes de quem, pago com os impostos de todos nós, deveria ser um elemento de defesa e protecção para todos os cidadãos!
Espero que a memória curta que caracteriza o Povo Português ainda consiga recordar o que se passou no dia 7 de Maio de 1996, pelas 01H30, no posto da GNR de Sacavém… se já se esqueceram é bom relembrar que o Comandante de tal Poto, um tal Sargento Santos, matou a sangue frio com disparo de arma de fogo na cabeça o Cidadão Carlos Rosa! O mesmo estaria ali detido por ser suspeito de furto: tinha 25 anos e não passava de um desgraçado toxicodependente que terá furtado alguma coisa para o sustento do vício! O Abjecto militar da GNR apontou-lhe a arma à cabeça/pescoço par o intimidar, acabou por disparar. Matou de forma cobarde um fraco e indefeso. Porque se fosse alguém Forte e Escudado numa poderosa organização criminosa o “Cobardolas” Sargento Santos nem lhe tocava com um dedo! Não satisfeito com a sua “proeza” escondeu o corpo que foi depois encontrado decapitado. O tribunal deu os factos como provados e o “Valente” Sargento Santos foi condenado a 17 anos de cadeia tendo saído ao fim de 11. Por menos há quem apanhe pena máxima, ou seja, 25 anos, mas afinal aquele canalha era um Ilustre Militar da GNR!
Mas vamos continuar a manter viva a memória dos desmandos Policiais que custaram vidas humanas:
– Em 2015, o comissário Filipe Silva, rodeado de agentes armados até aos dentes, deu, ante populares atónitos e câmaras de TV, uma carga de pancada num adepto benfiquista e a seguir “cozinhou um auto” falseando totalmente o que todos vimos em direto.
– No mesmo ano, tinha sido notícia, com fonte na PSP, um “assalto” à esquadra de Alfragide por jovens da Cova da Moura – toda a esquadra está agora em tribunal acusada de racismo, tortura, sequestro e, adivinhem?, falsificação de documentos, ou seja, de cozinhar o auto do ocorrido.
– Em 2018 Nicol Quinayas foi agredida na madrugada de São João no Porto que acusa a PSP de nem a ter identificado ou perguntado se queria apresentar queixa. 4 dias depois o Comando do Porto foi interpelado sobre se havia auto da ocorrência, este recusou responder. Sabemos hoje porquê: não havia auto nenhum! Pelos visto Irrita imenso às Forças Policiais prestar contas à Sociedade!
Estas coisas não se repetem numa instituição durante décadas se esta tornar claro que são inadmissíveis. Mas, pelo contrário, são o seu catecismo: tudo pela PSP/GNR/ASAE/SEF, nada contra a PSP/GNR/ASAE/SEF!
Pretendem viver numa realidade Paralela onde “A Lei é o que os Membros das Forças Policiais bem entenderem”! Tal não é compatível num Estado de Direito!
Todos os Dirigentes Político prometam corrigir a situação, chegados ao Poder… Não fazem Nada e fecham, cobardemente, os olhos! Por isso devemos muito ao antigo Provedor de Justiça Ângelo de Almeida Ribeiro, que tentou durante os cinco anos no cargo introduzir alguma transparência e noção de serviço democrático nas polícias portuguesas. Foi graças a ele que os agentes passaram a andar com uma placa com o nome, por exemplo (antes era impossível saber quem era o agente com quem falávamos). Nas suas memórias recordou o seu tempo como advogado no qual se defrontou com inúmeros casos de tortura policial e da “infame princípio da garantia administrativa”, o qual nos tribunais (que são tudo menos democráticos) certificavam, que a palavra dos policias fazia fé em juízo!
No casso do assassinato de Ihor Homenyuk o caso foi, mais uma vez, escondido e apenas tornado publico através da Comunicação Social 2 semanas depois! E forma precisos 6 meses para que os 3 Energúmenos fossem formalmente acusados de “Homicídio Qualificado”. EA Directora do SEF, Cristina Gatões, demorou 9 meses para finalmente se demitir! Sendo que, pasme-se, foi substituída pelos seus antigos adjuntos que estão envolvidos neste e noutros casos até à medula dos ossos!
Ainda de realçar que parece ter havido conivência de 1 médico e 3 enfermeiras alocadas ao Aeroporto de Lisboa. No entanto ao que parece os Energúmenos dos Inspectores do SEF eram “useiros e vezeiros” em coagir quem pudesse testemunhar os seus demandos… de resto terão mesmo instruído um Vigilante a não registar a sua entra nas instalações onde a Cobardia se fez em tortura, sangue e morte!
Uma nota final: os Vigilantes privados não raras veze e ao total arrepio da Lei n.º 46/2019 (que enquadra a sua acção) “prendem” e agridem cidadãos na base de pequenos furtos na maioria dos casos. As forças Policiais quando chegam ao local dão total cobertura a estas ilegalidades, identificam e prendem os cidadãos, mas não costumam perguntar o que é sua obrigação legal: se os mesmos estão ali voluntariamente, se foram agredidos, etc. Nas esquadras/postos as ameaças, coação psicológica e a tortura fazem o resto e as mais impressionantes “confissões” são obtidas!
Está na Hora de Agir: Aux armes, citoyens!
“Às armas, cidadãos, formai vossos batalhões, Marchemos, marchemos! Que um sangue impuro regue os nossos Campos”! (Refrão da “Marselhesa”, Hino de França!)
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