Cimeira Ibérica: manifestantes exigiram fecho de Almaraz e Retortillo, fim das portagens e reposição dos comboios internacionais
Redação

Realizou-se na Guarda, no passado dia 10, a 31.ª Cimeira Luso-espanhola dedicada à cooperação transfronteiriça e à articulação de uma estratégia conjunta para a recuperação económica. António Costa e Pedro Sanchéz lideraram as respetivas delegações, compostas por vários membros dos governos português e espanhol.
A receber as delegações governamentais estiveram dezenas de manifestantes que exigiam que na agenda da Cimeira estivessem assuntos recorrentes nas relações luso-espanholas, como o encerramento da central nuclear de Almaraz e da mina de urânio de Retortillo, ambas junto à fronteira, o fim das portagens na A25 e A23 e a reposição da circulação dos comboios internacionais Lusitânia e Sud-Express.
Durante o protesto, os manifestantes do MIA (Movimento Ibérico Antinuclear), da Plataforma contra as Portagens e da União de Sindicatos da Guarda, gritaram frases como “Não ao nuclear, encerrar a central de Almaraz”, “Sim à vida, não à mina [de Retortillo]”, “Comboios sim, portagens não” e “[Comboio] internacional a circular, para o ambiente melhorar”.
Organizações empresariais dos dois lados da fronteira também consideraram, em nota enviada à imprensa, que “na presença de fortes e persistentes debilidades económicas nos territórios transfronteiriços, importa estimular a cooperação procurando complementaridades nesses territórios”.
As associações empresariais reafirmaram a importância de dotar a Península Ibérica de uma rede eficaz de transportes de mercadorias que ligue os seus portos ao centro da Europa, integradas nas redes transeuropeias e complementada por uma rede de infraestruturas logísticas enquadrada numa visão ibérica.
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