Em Foco 783

Fátima: «Peregrinos vão ser os ausentes mais presentes neste 12 e 13 de maio», afirma reitor do Santuário

“Os peregrinos vão ser os ausentes mais presentes neste 12 e 13 de maio porque não podem estar fisicamente presentes, é verdade, mas tê-los-emos presentes em toda a celebração e oração”, afirmou o reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas.

Para o sacerdote da Diocese de Leiria-Fátima, “falar de Fátima sem peregrinos fisicamente presentes é desolador”, porque “o Santuário existe para acolher peregrinos”.

O padre Carlos Cabecinhas lembrou que “a decisão mais dolorosa e difícil” foi “pensar um 12 e 13 de maio sem a presença física de peregrinos”, porque “é a grande celebração de Fátima” e foi nestes dias que o Santuário contou com as presenças papais.

O facto de Fátima parar “de um momento para o outro” fez com que uma cidade, que vive do acolhimento dos peregrinos, tivesse parado “toda a atividade ou quase toda”.

“Para Fátima, para aqueles que vivem e aqui trabalham, esta é uma situação verdadeiramente dramática. Porque os postos de trabalho estão em causa, porque muitas pessoas começam a perceber-se mergulhadas na incerteza, no desemprego, numa redução significativa dos rendimentos”, alertou.

O padre Carlos Cabecinhas disse que Santuário de Fátima também se ressente da atual situação, do ponto de vista económico, porque “vive das ofertas dos peregrinos e não tendo a presença de peregrinos não tem também fontes de rendimento”, acentuando-se, por outro lado, os pedidos de ajuda nas atuais circunstâncias.

Para o padre Carlos Cabecinhas, no futuro mais próximo, Fátima “será um Santuário sem multidões”, mas com a presença regular de peregrinos que “vêm, visitam e rezam, participam nas celebrações”, e onde se devem sentir seguros.

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