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Covid-19: Bispo de Viseu decidiu suspender celebração de missas, catequese, celebrações de Quaresma, visitas a doentes e cortejos fúnebres

O bispo de Viseu decidiu suspender a celebração de todas as Eucaristias na diocese pelo menos até 31 de março e todas as atividades da catequese até à Páscoa.
Numa Nota Episcopal sobre a pandemia do novo coronavírus, intitulada “Proativos nas medidas, ousados na Esperança”, D. António Luciano decidiu, para além da “suspensão da celebração das Eucaristias dominicais e feriais”, a “suspensão de todas as manifestações públicas de piedade popular (procissões, vias sacras e outras)”.
De acordo com o bispo de Viseu, proteger a vida de cada um “é uma responsabilidade social” de todos. O bispo de Viseu refere que o caminho em sociedade é por vezes “sobressaltado por dificuldades de vária ordem que exigem medidas proativas e ousadas na esperança”.
Rejeitando “qualquer tipo de alarmismo”, D. António Luciano apela à “responsabilidade social e eclesial” e decidiu, em reunião “com os representantes dos diversos órgãos diocesanos” indicar um conjunto de medidas para a Diocese de Viseu, para além das propostas pela Direção Geral da Saúde e pelo Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Para o bispo de Viseu, a situação de pandemia motiva que “a celebração dos sacramentos do batismo e do matrimónio seja uma celebração digna e breve, com a família” e que os funerais sejam também “uma celebração digna e breve, com a família, não havendo o rito do levantamento do féretro e, no acompanhamento ao cemitério, omita-se o cortejo fúnebre.
“Que as celebrações habituais do sacramento da reconciliação, neste tempo da Quaresma, fiquem adiadas para tempo oportuno, salvaguardadas as devidas precauções e as situações de emergência e de pedido pessoal”, acrescenta o comunicado.
- António Luciano pede ainda a “suspensão da visita aos doentes” e o “adiamento das iniciativas previstas no Plano Pastoral, nomeadamente as “24 horas para o Senhor”, a Recoleção Espiritual orientada pelo Bispo e a Jornada Diocesana da Juventude”.
“Conscientes de que, apesar de tudo isto, somos responsáveis não apenas por nós próprios, mas por todos, apelamos ao bom senso de viver este tempo em prevenção, evitando os contatos sociais e todas as situações que possam ser imprudentes, dedicando-se a família, em recolhimento, a viver verdadeiros tempos de qualidade”, afirmou.
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