Em Foco 771
Diocese de Coimbra constitui comissão para prevenção e gestão dos casos de abusos sexuais

A Diocese de Coimbra já está na fase de constituição da sua comissão para a prevenção e gestão dos casos de abusos sexuais na Igreja. Em comunicado, explica que a comissão deve ser um grupo “interdisciplinar, independente e transparente” e deve existir uma “estreita colaboração com autoridades civis e judiciais”, como Polícia Judiciária, Ministério Público e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
O Papa Francisco pediu a todas as dioceses católicas que implementem “um ou mais sistemas estáveis e facilmente acessíveis ao público para apresentar denúncias”, com a carta apostólica ‘Vos estis lux mundi’, de 9 de maio de 2019.
Na reflexão efetuada em Coimbra sobre a ‘problemática dos abusos sexuais na Igreja’ foram apresentadas “pistas de orientação”, como a necessidade de “despertar as pessoas para este drama na sociedade” e “acompanhar” as vítimas na sua denúncia.
Há “necessidade de capacitar” as crianças e adolescentes para a “autoproteção” e de acompanhar os possíveis agressores e abusadores, “mesmo depois de cumprir as penas canónicas e civis, até para evitar futuras vítimas”.
“Foi sublinhado que se trata de uma grande ferida, de um crime e de um pecado que a Igreja não pode ignorar ou escamotear; que a vítima não é a Igreja mas as crianças abusadas que devem sentir a proteção e apoio para ‘contarem a sua história’, libertando-se do pesadelo do silêncio e do sofrimento; que para haver abuso sexual não é preciso haver contacto físico”, desenvolve a Comissão do Clero.
Aos sacerdotes de Coimbra foi explicado que a Igreja Católica deve ser um “exemplo de transparência e de incentivo” na criação de uma nova cultura de verdade, e que “apenas 5% das denúncias são falsas” e muitas pessoas continuam a viver em silêncio o drama dos abusos sexuais.
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