Francisco Queirós

Válidas Razões para não votar no PS!

 

Em todas as democracias há sempre alguma contradição entre o interesse nacional e o interesse dos partidos em ganhar eleições e atingir o poder, o que implica uma leitura partidária inquinada da realidade. É a qualidade dos dirigentes e a dimensão estratégica do seu pensamento e do seu programa que permite a máxima coincidência entre os dois interesses.

Depois do PSD de Cavaco Silva, a política portuguesa tem sido dominada pelo PS e enquanto Mário Soares possuía elevadas qualidades humanas e intelectuais e uma estratégia – consolidar a democracia e aderir à União Europeia – os dirigentes posteriores e presentes não possuem as mesmas qualidades e sobre todos José Sócrates e António Costa. A motivação única de ambos chama-se “PODER”! Tal como o antecessor, António Costa está disponível a fazer tudo o que for necessário para o manter. Só marginalmente irá considerar interesse nacional nas opções e decisões da governação.

Esta característica do Secretário Geral do PS e Primeiro Ministro, esteve sempre presente antes a durante toda a legislatura e tornou-se agora ainda mais visível neste período pré-eleitoral. També não nos esquecemos a forma como traiu António José Seguro… depois, fabricou a geringonça, não por ser uma solução de esquerda – António Costa é, quando muito, um burguês descendente de uma família de esquerda – mas porque era a solução que, tendo perdido as eleições, lhe permitia chegar ao poder. Ao fazer essa opção António Costa sabia bem que teria de assumir decisões no Governo herdadas do PREC, contrárias ao interesse nacional e destinadas a satisfazer ideologias do século XIX, mas nunca hesitou!

Esta é a razão porque as medidas do PS na legislatura foram sempre de muito curto prazo, destinadas a agradar aos eleitores no imediato, a favorecer as sondagens e a ganhar as eleições. Por exemplo: (1) O Governo reduziu as propinas nas universidades para todos e não apenas para os que precisam! Inventou escolas especiais para combater o insucesso escolar, em vez de desenvolver um verdadeiro sistema de creches e de ensino pré-escolar de qualidade, com alimentação e transporte. Essa seria a solução que resolveria de vez ambos os problemas: o insucesso escolar e o acesso à universidade; (2) O Governo reduziu o custo dos passes dos transportes públicos em vez de promover o seu investimento e o alargamento a mais cidadãos de outras zonas das cidades que utilizam transportes individuais por ausência de alternativa; (3) O Governo reduziu as horas de trabalho dos funcionários públicos, em vez de melhorar os serviços aos utentes, nomeadamente na saúde e na educação (em estado Catastrófico como todos podemos constatar!); (4). (5) O Governo promoveu uma economia dual, um verdadeiro cancro de baixa produtividade instalado em na metade mais pobre da economia, em vez de promover a qualificação dos trabalhadores de forma a poderem deixar esse sector pobre e contribuírem para ajudar a desenvolver o sector da economia mais moderno e mais produtivo.

Nesta enumeração, deixo de fora toda a casta de iniciativas de propaganda pagas pelos cidadãos, como as sondagens feitas pelo ministério das Finanças para saber o estado de espírito dos cidadãos (serve para quê???), com as autarquias em roda livre para todo o tipo de gastos com o objectivo de agradar aos eleitores. As justificações para os Erros e para as mordomias da “grande e gulosa” família socialista são profundamente deseducativas para o País, com graves implicações a médio prazo. Refiro-me, como os casos mais graves, os ataques à Justiça, as justificações para a existência de tanta corrupção e a marginalização das Forças Armadas e policiais.

Finalmente, o estado de sitio a que o Governo conduziu o País com origem na greve dos camionistas e a abertura do Governo para rever a lei da greve, mostra duas coisas: a primeira é que o Governo, mais uma vez, procurou atacar os efeitos, neste caso os baixos salários e a baixa produtividade, combatendo o seu resultado que são as greves; a segunda é que em vez de promover a conciliação dos interesses em presença, usou as Forças Armadas numa questão laboral, para mais no sentido de favorecer as empresas de transportes, algo que só foi possível no anterior regime. Ai se um Governo de Direita tivesse agido da mesma forma…

O Governo do PS de António Costa é o exemplo acabado do populismo, ou seja, tudo fazer para agradar aos eleitores. Esse populismo é usado no sentido de defender os interesses de poder de António Costa e as muitas mordomias da família socialista e não o interesse nacional e o desenvolvimento e o progresso do País, nomeadamente porque as opções do Governo são de curto prazo e atacam, quando muito, apenas alguns efeitos mais evidentes, mas ignoram sempre as causas.

Por isso, votar no PS em Outubro, é manter, ou agravar, este erro de avaliação dos grandes problemas nacionais e condenar Portugal a ser o carro vassoura da União Europeia. O voto no PS é inútil e lesivo do interesse nacional…, mas os “patetas e ignorantes do costume” e uma seita de juventude alienada que acha “chique ser de esquerda” (embora nem saiba o que isso é!) irão na Demagogia de Costa e seu Séquito. Pobre Nação. Pobre Povo!

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