Francisco Queirós

O Mundo do Futebol é muito Machista dizem… A Sério? Não me parecesse de todo!

Comparar futebol feminino com futebol masculino é como comparar o jogo da malha ao bombardeamento cirúrgico feito por drones!

Foi notícia que a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, Marta, rejeitou todos os patrocínios até que lhe paguem o mesmo que a um homem. A minha pergunta é: que homem? Como se estabelece o termo de comparação?

Se for provado que a Marta gera 100 e só recebe 10 e que um qualquer Futebolista Homem que joga em equipas medianas ou secundárias, gera os mesmos 100 e recebe 50, então sim, acho injusto e é preciso ver quem anda a meter ao bolso, aproveitando-se do facto de o futebol feminino ainda estar pouco disseminado e profissionalizado. Agora, parece-me que não é isso que acontece, por isso vamos criar a igualdade como? Sendo que a Marta é a melhor jogadora, vamos comparar com o melhor jogador? Seria ridículo comparar o valor de Marta ao de Cristiano Ronaldo, ou Messi, já que o segundos, com 50 anos e apenas a jogar matraquilhos com uma mão, tem mais valor para uma marca do que a Marta. Porquê? Porque atrai mais público, gera mais interesse e tem uma base de seguidores que são influenciados pela sua imagem muito superior aos da melhor jogadora de futebol feminino. E porque é que o futebol feminino tem menos espectadores do que o masculino? Porque elas jogam pior do que eles! Ponto final! Quem disser o contrário nada entende de Futebol e provavelmente nunca viu um Jogo de Futebol Feminino!

Defendem pior, atacam pior, rematam pior, fintam pior, correm menos e as guarda-redes parecem da Seleção Paraolímpica. Reparem, a maioria dos espectadores de futebol são homens: acham que se elas jogassem tão bem quanto eles, a parte masculina da Humanidade não preferia ver mulheres a suar e a fazer marcação mulher-a-mulher? Claro que sim, mas as melhores jogadoras do mundo são “pinos” quando comparadas com os homens, mesmo com o Éder.

Comparar futebol feminino com futebol masculino é como comparar o jogo da malha ao bombardeamento cirúrgico feito por drones. Sim, a modalidade é a mesma, mas a maturidade de uma indústria é totalmente diferente da outra, isto para não falar no número de espectadores (apesar do excelente numero de espectadores do recente Mundial realizado em França, cerca de 21.000/jogo, não esqueçamos que a FIFA e a França são eximias em organizar muito bem os mais desinteressantes eventos, os bilhetes eram baratos e muitos deles oferecidos pelos Sponsors! De outro modo talvez uns 10.000/jogo com sorte!). Lamento, mas os patrocinadores olham para números e não para genitais e nem tem a ver com a qualidade, mas com o retorno. Por exemplo, a Ronda Rousey, ex-lutadora de MMA, chegou a ser mais bem paga do que todos os lutadores masculinos, isto num desporto ainda mais predominantemente marcado pelos homens. Porquê? “Porque eu trago mais receitas, não é porque sou mulher ou deixo de ser, se querem ser bem pagos, trabalhem e gerem mais dinheiro que os outros para os organizadores e patrocinadores”, isto parafraseando palavras da senhora Rousey. Também ao nível da Ginástica não creio que tenha havido ou vá haver uma espécie de Nadia Elena Com?neci masculina; e no que concerne à Natação Sincronizada (modalidade Olímpica) não há equipas masculinas senão por recreio e não para competição… se nestas e, eventualmente outras modalidades, as mulheres dominam é de bem que sejam (e são de facto!) mas reconhecidas e bem pagas que os homens.

A Marta tem todo o direito em não aceitar o patrocínio se acha que merece mais, atenção, e tem ainda mais direito em lutar pela igualdade entre homens e mulheres em várias áreas. Talvez não se tenha sabido expressar bem – porque é jogadora de futebol e as palavras às vezes fazem-lhes vírgulas, pontos e demais estruturas gramaticais – mas o que é certo é que a Marta está desde 2018 sem patrocínios. Porquê? Porque acha que merece mais e porque não precisa do dinheiro, convenhamos. Pode não ganhar tanto com um jogador de futebol masculino de topo, mas é estimado que leve para casa cerca de meio milhão de euros ao ano e isso faz dela uma privilegiada. A Marta podia aceitar o patrocínio e doar o dinheiro a associações de combate à violência doméstica contra mulheres, instituições que patrocinam estudos que podem ajudar as jovens mais carenciadas a ter oportunidades semelhantes aos homens, ONG’s que libertem as mulheres africanas/asiáticas/árabes (e de todos os cantos do mundo) a libertarem-se da escravidão em que vivem, da mutilação genital feminina, etc. etc. Mas isto sou eu a falar com um certo Moralismo quer me caracteriza!

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