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Urbi et Orbi: mensagem pascal do Papa Francisco critica «muros» de quem é indiferente ao sofrimento do próximo

Urbi et Orbi: mensagem pascal do Papa Francisco critica «muros» de quem é indiferente ao sofrimento do próximo

O Papa denunciou, na sua mensagem de Páscoa, a indiferença de quem ignora os conflitos e injustiças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, pedindo o fim dos “muros”.

“Perante tantos sofrimentos do nosso tempo” Francisco referiu que precisamos de ser “construtores de pontes, não de muros”.

A intervenção, a partir da basílica de São Pedro, aludiu às necessidades de muitos seres humanos, “dos indefesos, dos pobres, dos desempregados, dos marginalizados, de quem bate à porta à procura de pão, de um refúgio e do reconhecimento da sua dignidade”.

A mensagem de Francisco parece dirigir-se aos governos que em vez de propiciarem acolhimento e refúgio aos que, em desespero, fogem da guerra e da fome, levantam muros e barreiras de arame farpado. Do mesmo modo que as autoridades de Itália e Malta têm vindo a impedir que barcos com refugiados que atravessam o Mediterrâneo acostem para que seja prestada ajuda humanitária.

A mensagem de Páscoa passou em revista alguns dos atuais conflitos que afetam populações de vários continentes, como no Sudão e no vizinho Sudão do Sul, as crises humanitárias na Síria, desejando “o regresso seguro dos refugiados, sobretudo dos que se refugiaram nos países limítrofes, especialmente no Líbano e na Jordânia”.

As crises no Médio Oriente, em particular o conflito israelo-palestino, no Iémen, na Líbia na Nicarágua, na Venezuela e na Ucrânia também estiveram entre as preocupações manifestadas pelo pontífice. O Papa falou das “tensões sociais, conflitos e violentos extremismos” que atingem vários países em África: Burquina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões.

 

Português morto nos atentados no Sri Lanka era natural de Viseu e trabalhava em empresa de Campia/Vouzela

Os atentados contra igrejas e hotéis que provocaram mais de 200 mortes no Sri Lanka, no passado domingo de Páscoa, atingiram mortalmente Rui Lucas, de 30 anos, natural de Viseu, técnico de automação e energia numa empresa sediada em Campia, Vouzela, a T&T Multieléctrica.

Rui Lucas, que se tinha casado na semana passada, estava em lua-de-mel no país, hospedado num dos hotéis alvo das explosões que marcaram a manhã do domingo de Páscoa no Sri Lanka.

“Era uma pessoa com um coração enorme, extremamente profissional e muito amigo”, disse à comunicação social Augusto Teixeira, patrão da vítima, destacando que foi “um choque brutal” saber que o português era um dos 207 mortos nas explosões.

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