Jornadas Europeias do Património 2018

No âmbito das Jornadas Europeias do Património que tiveram lugar nos dias 28, 29 e 30 de setembro, subordinadas ao tema “Partilhar Memórias”, o Município de Castro Daire, inaugurou duas exposições, no espaço da Biblioteca Municipal, a que se juntou uma breve evocação narrativa, “Castro Daire, Minha Terra Sonora”, gentilmente cedida pela Binaural. Do alto da Serra do Montemuro, até ao Rio Paiva, há vozes, há ecos e memórias que nos ligam ao passado e nos conduzem ao presente.
Uma das exposições “Montemuro, um partilhar de memórias” é uma exposição que evidencia as memórias longínquas e próximas do património natural, com destaque para a Serra do Montemuro.
A outra exposição “Olhar o Lobo”, organizada pelo Grupo Lobo que pretende sensibilizar os visitantes para a importância da conservação do lobo, animal emblemático da fauna portuguesa e cuja espécie se encontra ameaçada.
Teve, ainda lugar uma oficina pedagógica, que juntou a comunidade escolar, e onde se debateram factos e mitos desse nosso maior predador, o lobo ibérico.
Desde as suas características aos seus hábitos, passando pela sua distribuição e habitat, as principais causas de ameaça à sua sobrevivência, e ainda a forma como as comunidades rurais se relacionam com este predador e se adaptaram à sua presença.
Seguiu-se, pela 21.00 h um espaço de tertúlia, discussão e debate tendo como pano de fundo a Serra do Montemuro, serra identificada pelo ilustre geógrafo, Amorim Girão, na edição da sua obra, nos anos 40, como “a mais desconhecida Serra de Portugal”, com a presença de investigadores que têm vindo a trabalhar sobre, e neste território.
Vanessa Duarte de Sousa, com “O contributo das memórias camponesas para a construção de um mundo mais solidário, mais justo e mais equilibrado”, Tiago Monteiro-Henriques com uma conferência sobre “Bosques: o mais desconhecido património de Portugal?, terminando com Sílvia Ribeiro, do Grupo Lobo que apresentou “Do cão do povo, ao povo sem cão: o contributo dos cães de gado para a conservação da (bio) diversidade”.
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