Manuel Silva

TRUMP, um presidente cobarde, mentiroso e perigoso

Vitor Cunha Rego, falecido há quase 20 anos, nos seus últimos anos de vida dizia estar o mundo perigoso. O que diria ao ver um imbecil, idiota, inculto, com tendências extremistas de direita e autoritárias na presidência dos EUA?

Donald Trump mostra-se arrogante face aos fracos e frágil face aos fortes. Esta atitude, dentro ou fora da política, tem um nome: cobardia.

Perante uma União Europeia fraca, sem rumo e cambaleante como o  presidente da C.E, Juncker, que quando amparado pelos seus parceiros, incluído António Costa, estava demasiado sorridente para quem sofreu uma dor ciática, Trump toma uma atitude provocatória, admitindo o fim da NATO, exigindo uma maior comparticipação financeira dos restantes países da aliança (4% do PIB, quando o valor actual, essencialmente no papel, é de 2%), diz ser a UE um inimigo comercial dos EUA e tece elogios ao autocrata Vladimir Putin.

O chefe de Estado da maior potência do mundo, que sempre foi aliada da Europa Ocidental, além de procurar dividir os seus parceiros, defende e apoia as forças nacionalistas, reaccionárias e de extrema-direita que se afirmam na Europa, estando já em governos na Itália, na Áustria e em vários países de leste, outrora – não há muito tempo –  comunistas.

Na última cimeira da NATO, em vez da unidade, Donald Trump criou a divisão entre os membros daquela organização. Insultou Merkel e Theresa May. Numa entrevista ao jornal britânico “The Sun” disse o que Maomé não disse do toucinho sobre a primeira-ministra britânica. Mesmo após a divulgação da gravação de tal entrevista por aquele jornal, afirmou ser mentira o que o mesmo publicou. May, como os restantes chefes de Estado e de governo europeus, teve uma atitude de humilhação perante a “criança” mimada e egocêntrica, a necessitar de internamento num Hospital Psiquiátrico, com mais de 70 anos.

Os órgãos de poder ocidentais têm-se posto a jeito para o gozo do bilionário que ainda consegue ser pior que certos novos ricos portugueses.

Esta valentia trumpiana, perante Putin, tornou-se na pior das cobardias. Afirmou que a Rússia não interferiu nas últimas eleições presidenciais americanas, porque Putin lho garantiu. Por outras, palavras, Trump acredita mais nas afirmações de um inimigo do ocidente, da NATO e dos próprios EUA que nos seus serviços de informação. Viu-se, na conferência de imprensa então realizada, a indisfarçável sobranceria e arrogância de Putin perante o cordeirinho que estava ao seu lado a fazer a mesma figura que os aliados europeus fizeram perante si na cimeira da NATO.

Posteriormente e na ausência de Putin, Trump disse ter sido mal interpretado, pois o que pretendia afirmar era ter a Rússia interferido nas eleições presidenciais americanas. Esta afirmação só não suscita uma sonora gargalhada porque este mentiroso desavergonhado está à frente da maior potência mundial e, com as suas mentiras, egolatria e ignorância está a tornar o mundo num local perigoso.

P.S.: há uns teóricos de pacotilha que afirmam ser a aliança da América com a Rússia uma manobra para combater o poderio da China. Mas afinal, a Rússia e a China não são aliadas? Há certos comentadores, cujo cérebro é ainda mais débil que o de Donald Trump.

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