Em Foco 744
“Mãos à obra” para uma Igreja “aberta a todos”, pede D. António Luciano, novo bispo de Viseu, na missa de entrada em funções na diocese
Foto de Liliana Carona / RR
A eucaristia de apresentação do novo bispo diocesano decorreu no passado dia 22, domingo, quando se assinalava o 502.º aniversário da Catedral de Viseu. Na missa de entrada na diocese, que marca o início de funções do novo bispo, D. António Luciano referiu que todos os agentes devem pôr “mãos à obra” nos trabalhos pastorais e pediu um cuidado para com todos.
O papa Francisco nomeou, a 3 de maio, como bispo de Viseu o cónego António Luciano dos Santos Costa, vigário episcopal para o Clero da Guarda, sucedendo a D. Ilídio Leandro, de 67 anos, que renunciou por motivos de saúde.
António Luciano iniciou oficialmente as funções no sábado, numa cerimónia restrita ao Colégio de Consultores da diocese de Viseu, que decorreu no Salão Nobre da Casa Episcopal, onde foi lida a Bula de nomeação e o bispo fez a profissão de fé e o juramento de fidelidade à Igreja, em união com o papa Francisco. O chanceler da Cúria redigiu a Ata de Posse, que foi assinada por todos.
Após ter tomado posse perante o Colégio de Consultores, o novo membro da hierarquia católica foi apresentado publicamente no passado domingo, coincidindo a data com os 502 anos da dedicação da Catedral de Viseu, um dia “bonito” para apontar o contínuo cuidado de todos, como pediu.
“É preciso cuidar dos sacerdotes, do seminário, da família, dos jovens, das vocações, das comunidades, dos pobres, dos doentes, dos marginalizados e excluídos”, sublinhou o bispo de Viseu.
O bem comum de todos, a justiça e a paz social que somos chamados a construir, crentes e não crentes, não pode ser uma opção de segundo plano. O respeito pela vida e pela pessoa humana, promovendo a sua dignidade e integridade, leva-nos a ter uma consciência de respeito e responsabilidade onde o acolhimento do outro, seja ele quem for e de onde vier, deve ser para nós cristãos um indicativo evangélico de tudo fazer para o bem do próximo”António Luciano propôs a todos uma Igreja “missionária e em saída”. “Esta é a verdadeira Igreja de Cristo em saída, uma Igreja missionária, enviada a cada um de nós e às periferias do nosso mundo”, numa referência precisa da missão da Igreja junto dos marginalizados e excluídos.
António Luciano dos Santos Costa nasceu a 26 de março de 1952, em Corgas, freguesia e paróquia de Sandomil (Seia), distrito e diocese da Guarda; trabalhou como enfermeiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra e, depois de cumprir o serviço militar em Moçambique, retomou funções clínicas, em Coimbra, completando a formação em enfermagem.
Iniciou o percurso para a formação sacerdotal no ISET (Coimbra), aos 28 anos de idade, prosseguindo os estudos no Seminário da Guarda; foi ordenado diácono a 8 de dezembro de 1984 e padre a 29 de junho de 1985.
Na homilia, D. António Luciano pediu um “olhar atento para o nosso mundo”, apelando a que não sejam esquecidos “os seus problemas e complexidades existenciais e os desafios que faz à doutrina social da Igreja”.
O novo Bispo enfatizou a necessidade de promover “uma consciência de respeito e responsabilidade onde o acolhimento do outro, seja ele quem for e de onde vier, deve ser para nós cristãos um indicativo evangélico de tudo fazer para o bem do próximo”, na linha das intervenções do Papa Francisco sobre a homossexualidade, os divorciados, os imigrantes ou os praticantes de outros credos ou mesmo aqueles não têm religião.
No apelo final da homilia, D. António Luciano convidou a todos a “viver a vida com esperança e confiança.”
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