Francisco Queirós
Chocante afirmação do nosso PM…

“Foi um ano particularmente saboroso para Portugal”…
Como se não tivessem morrido mais de cem pessoas na tragédia dos incêndios, António Costa voltou a demonstrar uma insensibilidade sem remédio. Resumindo 2017, diz com um sorriso: “Foi um ano particularmente saboroso para Portugal”…
No final da passada semana, em Bruxelas, o primeiro-ministro elogiou a evolução de Portugal em matéria financeira e considerou 2017 um ano muito positivo, sem comentar a actualidade do País.
De forma chocante, o primeiro-ministro António Costa resume o ano que termina, reflectindo o papel do País a nível europeu, deixando de lado comentários acerca da actualidade nacional. Ou seja, esqueceu os incêndios.
A reacção de Belém não se fez esperar. O Presidente não deixou passar em claro a posição do PM e assegurou que é necessário ter memória. “Não haja ideia de que o ano foi todo muito bom, com um pequeno problema que foram as tragédias. Não é verdade. Houve neste ano o melhor e o pior. O melhor, em muitos aspectos económicos e financeiros e no prestígio internacional; e o pior, as tragédias. Portanto, termos presente o que aconteceu, é fundamental como lição para o futuro, porque há muito a refazer ainda nos próximos anos”, observou e muito bem o nosso PR.
Sabemos que António Costa é conhecido pelo chamado ”optimismo irritante” mas esta afirmação é absolutamente indecorosa: pergunte o Sr. PM a todas a vítimas dos trágicos incêndios e suas famílias e próximos que sabor lhe deixou 2017… certamente nada de bom lhe ficou no paladar que valha a pena lembrar no futuro. E que Costa assuma as suas responsabilidades: não fosse o bando de incompetentes que decretou em março de 2017 que o país estava mais preparado que nunca para a época de incêndios e que a partir de 1 de Outubro não mais haveria fogos e mais de uma centena de vidas se teriam salvo! Mas claro: esses incompetentes possuem coisa muito valiosa par o nosso PM e seus camaradas: um belo CF (curriculum familiar)!
De resto temos um governo muito… Familiar, senão vejamos mais um belo exemplo:
Rosa Matos Zorrinho foi nomeada para o cargo de secretária de Estado da Saúde. Ainda nem a tinta nos documentos de nomeação tinha secado, e já o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, criticava a decisão. Face ao trabalho desenvolvido nas Administrações Regionais de Saúde, Guimarães considera que a escolha “não faz prever nada de bom”.
Não se pode dizer que o comentário negativo seja um bom auspício para quem inicia actividades governativas. Mas Rosa Matos Zorrinho tem o atributo principal para que António Costa a tenha nomeado: faz parte da “aristocracia” de esquerda que lidera Portugal e é esposa de um dos seus lugares tenentes no PS: Carlos Zorrinho pois então! Há que arranjar tacho para a família… e afinal até Napoleão fez um irmão Rei de Nápoles. Passaram séculos mas a História teima em repetir-se no que tem de pior! Triste sina a nossa como Povo quase milenar!
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