Francisco Queirós

Teodora Cardoso - A voz critica e sábia que faz a vida negra ao Governo!

Teodora Cardoso

A voz critica e sábia que faz a vida negra ao Governo!

A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Teodora Cardoso, tem vindo a deixar bem claro que a proposta orçamental para 2018 “é insuficiente” em matéria de ajustamento estrutural, havendo o “sério risco” de ser uma oportunidade perdida! Sabe do que fala pois é pessoa séria e de invulgar competência em matéria económica e financeira! Além do mais sempre se alinho politicamente mais ao centro-esquerda…

Na análise à proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) apresentada o CFP acusou o Governo de ter apresentado uma proposta orçamental para 2018 que está “sobretudo empenhada em tirar partido da conjuntura favorável” e em cumprir as regras orçamentais “apenas nos mínimos indispensáveis”. Em declarações à Lusa à margem de uma conferência esta tarde na Academia das Ciências de Lisboa, Teodora Cardoso afirmou que Portugal tem agora uma “situação favorável a nível conjuntural, quer de crescimento económico quer dos mercados financeiros”, considerando que o país devia “passar de facto e em profundidade ao ajustamento estrutural”.

 

Quanto à redução da Dívida? Não soluções Milagrosas, defende e bem!

Teodora Cardoso afirma que “não há soluções milagrosas nem soluções muito rápidas” para reduzir a dívida pública, defendendo que é preciso disciplina orçamental e crescimento económico para resolver este problema. Na apresentação recente de um estudo denominado “Que caminhos para a dívida pública portuguesa?” (Plataforma para o Crescimento Sustentável), Teodora Cardoso, considerou que este relatório “é um trabalho muito sério” na medida em que “advoga que não há soluções milagrosas”, pelo que será sempre necessário “gerir muito cuidadosamente a economia e o orçamento”. “Não há soluções milagrosas nem soluções muito rápidas. Precisamos de facto de reduzir o rácio da dívida pública para se tornar sustentável, mas não podemos imaginar que podemos fazê-lo muito rapidamente. Temos de fazê-lo com persistência e segurança”, defendeu a economista.

A reposição de rendimento e direitos, o aumento de pensões e do salário mínimo, etc. (que são as bandeiras da Geringonça) são aspectos justíssimos e que vêm trazer mais justiça social e uma melhoria geral das condições de vida dos Portugueses. Além disso, não tendo Portugal moeda própria, são medidas que aumentam o montante de moeda circulante o que ajuda a alavancar a economia. No entanto Orçamentos como apenas uma visão de curto prazo e que nascem da necessidade de satisfazer a meteria ideológica dos partidos que suportam o governo podem ter consequências trágicas a médio prazo! Estejamos atentos pois a actual conjuntura internacional altamente favorável: juros baixos, turismo que alta acentuada e exportações que batem recordes (muito graças ao facto dos nosso parceiros estarem em momento de forte crescimento económico) não durará para sempre e o Socialismo costuma acabar quando acaba o dinheiro dos outros. E costuma acabar mal…

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