Francisco Queirós
Vouzela – Concelho martirizado!
Completamente devastado; praticamente todas as Freguesias atingidas!
– 80% a 90% do concelho foi arrasado pelas chamas,
– Pelo menos 20 famílias desalojadas;
– Centenas de postos de trabalho irremediavelmente perdidos;
– Pelo menos 8 mortes confirmadas pela Proteção Civil no concelho de Vouzela. 4 delas residentes na Aldeia Mártir de Vila Nova da Ventosa. Dezenas de feridos, alguns com gravidade.
– Vidas destroçadas, dezenas de anos de trabalho árduo atraiçoados.
Para que não nos esqueçamos aqui ficam os seus nomes e uma breve referência a cada um que pereceu no Concelho de Vouzela:
Maria Rosa de Jesus tinha 93 anos. Morreu numa estrada próxima da aldeia, depois de as labaredas terem impedido que o carro em que tentava escapar de Vila Nova da Ventosa com a filha avançasse. A filha ainda conseguiu fugir, mas Maria Rosa perdeu-se e ficou para trás. O corpo foi encontrado na segunda-feira de manhã.
Arminda de Jesus Lourenço, de 78 anos, o irmão Fernando de Jesus Lourenço, de 70, e a mulher deste, Laurinda, de 64, morreram em casa. Os vizinhos acreditam que os três perderam a vida nos quartos, a dormir, sem se terem apercebido que o incêndio se aproximava da casa onde habitavam.
Maria Joaquina Dias conhecia as quatro pessoas que morreram em Vila da Nova da Ventosa. “Morreram sozinhos, sem que os pudessem ajudar”, lamenta consternada.
Jorge do Vale, de 51 anos, era natural da aldeia de Quintela, freguesia de Queirã, mas vivia atualmente no Luxemburgo, onde era emigrante. Morreu na localidade vizinha de Igarei, em Queirã.
Abílio Rodrigues Moita, de 80 anos, que residia na aldeia de Covelo, freguesia de Ventosa.
Por fim, no domingo à noite, uma mulher de 19 anos, grávida, morreu na A25, perto da estação de serviço de Vouzela. Sabendo-se que a morte terá resultado de um choque frontal em plena autoestada. Tal como muitos condutores que circulavam no sentido Viseu-Aveiro terá tentado entrar na estação de serviço de Vouzela, mas, cercados pelo fogo, resolveram voltar para trás em contramão.
A Proteção Civil confirmou ao Observador uma segunda morte resultante de um embate frontal na A25.
As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 43 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves. Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.
O que falhou? Tudo! O Recente Relatório da Comissão Independente é demolidor para com o Ministério da Administração Interna e Autoridade Nacional de Proteção Civil:
– Erros de Avaliação;
– Falta de Prevenção e de planeamento;
– Ausência de Comando e articulação;
– Escassez de meios;
– Ocultação da Verdade.
Eis as principais falhas Muito Graves apontadas ao MAI, à Proteção Civil e por consequência ao Governo como um todo!
Em Março anunciavam que o país estava mais que preparado para a época de Incêndios; uma Ministra Incompetente tinha promovido um autêntico saneamento da Direção e restante pessoal da Autoridade Nacional de Proteção Civil e da sua substituição por Boys & Girls da sua confiança pessoal e politica que, entre outras genialidades conseguiram prever que a partir de 30 de Setembro não haveria mais incêndios e por isso toca desmobilizar mais de 400 operacionais, 800 viaturas e a maior parte dos meios aéreos com efeitos a partir de 1 de Outubro. E foi o que se viu: 4 meses depois de Pedrogão mais uma catástrofe horrenda e ceifar vidas e a deixar marcas que vão levar décadas a amenizar, porque sarar, sarar jamais! Talvez tenha havido menos vitimas humanas que em Pedrogão, mas isso pouco importa: a morte de um Ser Humano é sempre uma tragédia! O que mais impressiona foi a área ardida e extensão territorial das zonas afetadas: parecia um cenário de guerra contra a nação!
Quanto aos “Incompetentes Iluminados” que previram o fim dos fogos para 30 de Setembro:
– Se têm uma “bola de cristal” está avariada certamente;
– Não entendem o básico sobre alterações climáticas;
– E são iletrados ao ponto de não saberem ler a Previsão Meteorológica…
Também não admira: foram escolhidos não pelo CV mas pelo CF (Curriculum Familiar) … e é esta gente Medíocre que nos desgoverna e há-de arruinar a nação!
Comentários recentes