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Natal está «em perigo», diz bispo de Viseu

Natal está «em perigo», diz bispo de Viseu

O bispo de Viseu afirma, na sua mensagem de Natal publicada na página da Internet da diocese, que não se está “a fazer tudo” para que o Natal tenha sua expressão universal e que a falta de valores coloca “em perigo” a celebração do nascimento de Jesus.

“A vida dos homens continua a estar em perigo em tanto lado… Daí que o Natal esteja, também, em perigo”, escreve D. Ilídio Leandro, na mensagem de Natal à diocese, referindo-se certamente aos graves conflitos armados no mundo, como o caso da Síria, mas também pelos recentes atentados terroristas.

O bispo de Viseu alerta que ficam “somente as luzes, as montras, os presépios de imagens de barro ou de pano, as prendas”, uma vez que é tirado “o melhor”, ou seja, os valores do “filho de Deus e de Maria” que nasceu pelas pessoas.

A persistência de elevados níveis de pobreza em Portugal não será estranha às declarações preocupadas do bispo diocesano. Apesar de uma ligeira diminuição, no último ano, do número de portugueses que se encontram abaixo do nível de limiar da pobreza, a existência de 19% da população nessa situação contrasta com festas de Natal marcadas pelo consumismo de alguns.

“Os valores deste Reino – que são a realização do Natal – têm sido anunciados desde há 2016 anos”, sublinha o prelado, explicando que devem acontecer “na paz, no amor, na justiça, na verdade, na vida”.

Ilídio Leandro observa ainda que esses valores são “necessários e urgentes”, porque as pessoas não estão “a fazer tudo para que o Natal tenha sua expressão universal”.

 

«História da Diocese de Viseu» distinguida pela Academia de História

A Academia Portuguesa de História atribuiu o ‘Prémio Lusitania’ à obra ‘História da Diocese de Viseu’.

A ‘História da Diocese de Viseu’ apresenta um período de cerca de 1500 anos de presença do cristianismo naquele território e foi publicada em três volumes. Trata-se de uma obra do maior interesse para o conhecimento dos territórios da diocese e do papel do cristianismo na sua evolução.

A obra, editada pela Diocese de Viseu e pela Imprensa da Universidade de Coimbra, envolveu um trabalho de equipa de pessoas especializadas em “diversas cronologias”, como “historiadores, arqueólogos, historiadores de arte”.

“Perceber comparações, evoluções, permanências, tendências e por outro lado ser capaz de pesquisa inovadora em espólios documentais, muito ricos mas profundamente fragmentados”, foi um desafio, acrescentou ainda o coordenador do trabalho realizado ao longo de seis anos.

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