Martifer fica com Estaleiros de Viana do Castelo até 2031

Grupo de Oliveira de Frades ganha concessão

24/10/2013

A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) decidiu adjudicar a subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo Martifer de Oliveira de Frades.

A decisão do conselho de administração, de adjudicar a subconcessão dos ENVC, até 2031, à Martifer, que detém os estaleiros navais Navalria, em Aveiro, resulta do relatório final elaborado pelo júri deste concurso, presidido pelo procurador-geral adjunto João Cabral Tavares.

A proposta do grupo de Oliveira de Frades foi a única analisada pelo júri, após exclusão de um investidor russo, por incumprimento dos requisitos do concurso.

A administração dos ENVC garantiu ainda, de acordo com o mesmo relatório, o “cumprimento de todos os requisitos constantes do caderno de encargos” deste procedimento por parte do agrupamento Martifer – Energy Systems, SGPS, S.A. e Navalria – Docas, Construções e Reparações Navais, S.A.

Martifer vai pagar 415 mil euros por ano

Além de confirmar a vitória no concurso de subconcessão, relativo a terrenos, infraestruturas e alguns equipamentos dos ENVC, fonte do grupo de Oliveira de Frades disse à Lusa que o grupo aguarda indicações do Governo para “iniciar o processo de negociação”, com vista à assinatura do contrato.

A administração da Martifer diz, por isso, que só depois da conclusão desta negociação é que se vai pronunciar sobre o projeto futuro para os estaleiros, que deverá passar, conforme previsto no caderno de encargos do concurso, pela construção e reparação naval.

A Martifer vai pagar 415 mil euros por ano, até 2031, pela subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo que, atualmente, tem 620 trabalhadores ao seu serviço.

 

Oliveira de Frades e Vouzela interditadas

Caça proibida nas zonas atingidas pelo fogo na serra do Caramulo

O Ministério do Ambiente publicou na passada semana uma portaria que proíbe, desde 22 de outubro, a caça em cinco concelhos da Serra do Caramulo afetados pelos incêndios de agosto.

De acordo com a portaria, os incêndios na Serra do Caramulo, entre 20 de agosto e 2 de setembro, “afetaram severamente vários municípios”, nomeadamente Águeda, no distrito de Aveiro, e Tondela, Oliveira de Frades, Vouzela e Viseu, no distrito de Viseu.

O diploma salienta que estes incêndios tiveram um impacto significativo nas populações das espécies cinegéticas existentes e que o período legal de interdição da caça é insuficiente nas áreas atingidas por estes incêndios para preservar as espécies, pelo que foi decidido prolongar a interdição durante a presente época venatória.

Desta forma, não é permitida a caça de qualquer espécie nos terrenos situados no interior do perímetro percorrido pelos incêndios que atingiram estes concelhos, nem numa faixa de 250 metros ao redor deste perímetro.

Para “minimizar os impactos desta medida sobre as entidades concessionárias de zonas de caça associativas e turísticas dentro da área afetada dos municípios percorridos por tais incêndios da serra do Caramulo”, o diploma isenta-as em 2014 do “pagamento da taxa anual devida por hectare, ou fração, concessionado”.

Atualmente estão já a decorrer as épocas de caças ao coelho-bravo, lebre, raposa, saca-rabos, perdiz-vermelha, faisão, pombo-da-rocha, pega-rabuda, pato-real, galinha-d’água, codorniz e pombo-bravo, entre outras espécies.

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