“Temos que ter um turismo para centenas de milhares de pessoas”

Bloco de Esquerda analisa mandato autárquico

Pedro Coutinho considera que, “independentemente das obras que possam ter sido arroladas e daquilo que foi bem feito, o que importa relevar é o que é que as pessoas sentem em relação à realidade que as rodeia? E a verdade é que em S. Pedro do Sul a população acha que pouco ou nada mudou”, acredita.

O bloquista reconhece que Vítor Figueiredo herdou uma herança pesada, mas deixa o aviso: “é preciso mudar o modo operante”. Pedro Coutinho considera que o Turismo é uma grande bandeira do concelho, mas que este tem que ser melhor trabalhado. “Nós não podemos ter um turismo para 15 mil aquistas, temos que ter um turismo para centenas de milhares de pessoas”, defende.

Nesta pasta, como defende, “o termalismo por si só não resolve nada, é preciso diversificar o produto, esta é uma regra de gestão básica. Temos que apostar, também, no turismo de juventude, no turismo para a classe média, no turismo de bem-estar, no turismo rural, no turismo ético e sustentável…”, sublinha.

Coutinho analisa os inúmeros eventos que a Câmara tem promovido ao longo do ano e deixa o alerta: “tudo somado não dá nada”. Como explica, “a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul e a Associação de Hoteleiros têm que se sentar à mesma mesa e delinear um plano estratégico de desenvolvimento”, acrescenta.

Noutras esferas, Pedro Coutinho critica, ainda, o facto de o Plano Diretor Municipal não ser revisto há 20 anos. “É o PDM que define a estratégia e quais são os objetivo a atingir”. Por outro lado, para o bloquista o “orçamento participativo não passa de um bluff” onde se entregam “amendoins” aos munícipes.

O desenvolvimento económico também foi um dos temas em destaque. Pedro Coutinho considera que “a Câmara Municipal não tem que ser um agente de negócio, mas tem que ser um agente promotor do negócio, capaz de reunir as condições para que as pessoas possam desenvolver o seu negócio. Por muito bom que se seja, por exemplo, a produzir mel, se não se tiver comprador não vale a pena”, remata.Redação Gazeta da Beira

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