João Gralheiro
Vamos fazer o que ainda não foi feito
Vamos fazer o que ainda não foi feito
Os charlato/jornalistas que inundam a comunicação social, ao serviço da voz do dono, ajudaram fazer passar a ideia de que estamos a viver uma época de austeridade, com isto querendo subliminarmente inculcar-nos um sentimento de culpa pela crise e de que não há alternativa às políticas que nos estão a ser impostas.
Nada mais falso.
A crise, a existir, teve a sua origem na financerização da economia, porque a riqueza dos povos deixou de se suportar na capacidade de produção da sua agricultura, indústria, comércio e serviços, passando a depender da especulação operada pelos bancos. A economia capitalista tornou-se num casino global, usando os bancos o dinheiro das nossas poupanças em jogos de sorte/azar.
Depois, o que nos está a ser imposto não são políticas de austeridade mas de acumulação de capital.
O dinheiro que havia é o que hoje há, já que nem os bancos emissores puseram as suas rotativas a trabalhar nem ele se sumiu num buraco negro. A conclusão a que chegamos é a de que ele foi roubado dos nossos bolsos engrandecendo fortunas: por um lado temos o empobrecimento de largas camadas da população em contraste com o aumento das compra de automóveis e de moradias de luxo.
É exatamente por ser facilmente verificável este fenómeno de acumulação de capital numa cada vez mais pequena elite de grandes capitalistas que, sem qualquer mandato popular, aparecem como verdadeiros donos disto tudo, que vejo o que nos está a acontecer como um mero jogo tático na estratégia bem planeada de destruição do estado social.
Ao longo de 40 anos, PS/PSD/CDS impuseram-nos as políticas que nos trouxeram aqui.
Dia 4 de outubro está nas nossas mãos, usando a arma que a democracia nos deu, com toda a confiança votarmos em quem já demonstrou trabalho, honestidade e competência.
Redação Gazeta da Beira
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