Serviço deve admitir nova funcionária em breve e procura novas instalações
Assembleia Municipal protesta conta funcionamento precário da segurança social
A Segurança Social de Sever do Vouga funciona de forma precária. Uma única funcionária assegura todo o serviço, o que, em termos práticos, significa que, muitas vezes, o espaço tem que fechar durante o expediente. A denúncia chegou à Assembleia Municipal, no passado dia 27 de fevereiro, pela voz do deputado David Alves que propôs levar um protesto à administração distrital de Aveiro. O documento foi aprovado por unanimidade e enviado para as entidades responsáveis. As primeiras respostas começam a surgir. Segundo o que a Gazeta da Beira conseguiu apurar, a Direção de Aveiro mostrou-se recetiva à colocação de mais uma funcionária. Em paralelo a Segurança Social procurava novas instalações no concelho.

Na segunda-feira dia 2 de março, dois dias depois da Assembleia Municipal, a repartição da Segurança Social de Sever do Vouga encontrava-se fechada. Assim permaneceu toda a semana. Os motivos, como se podia ler no papel afixado à entrada que surpreendia quem passava, objetivavam “assegurar a mesma resposta aos cidadãos e otimizar recursos”. Uma semana depois, o espaço já reabriu ao público, a solução é contudo provisória.
As reivindicações da Assembleia que já chegaram à Segurança Social de Aveiro, assim como a anterior visita do Diretor da Segurança Social de Aveiro às instalações parecem ter surtido efeito. Como informou António Coutinho ao nosso jornal, no passado dia 10 de março, o autarca contactou Rui Cruz que se mostrou “sensível a esta situação”. O diretor da Segurança Social reconhece que o espaço atual não têm as condições necessárias e procura novas instalações. Num futuro próximo, portanto, o Município, depois das obras que se iniciarão em breve, poderá acolher também no edifício este serviço, revela António Coutinho. Para já, pode estar para breve a contração de uma nova funcionária, nomeadamente através de um programa de apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional, explica o Presidente da Câmara. A Segurança Social, anteriormente já recorreu ao programa CEI- Contrato de Emprego-Inserção para resolver situações idênticas e poderá, agora, avançar com este módulo também neste concelho. A Gazeta da Beira vai continuar a acompanhar este processo.
Segurança social vive dias de amargura
A Segurança Social em Sever do Vouga, neste momento, tem apenas uma funcionária, o que leva a que o espaço encerre sempre que a colaboradora tenha que fazer algum tipo de serviços externos. “Sempre que a funcionária tira férias, sempre que a funcionária tem que se deslocar, por exemplo ao banco, os serviços encerram e as pessoas ficam cá fora à espera na rua”, relata David Alves. Muitas vezes, como acrescenta o deputado, “a funcionária é mesmo obrigada a ficar depois da hora para conseguir atender tanta gente”.
Segundo o deputado, mensalmente, o serviço, em média, atende mil pessoas, portanto, a contratação de mais uma funcionária é completamente justificada. “Se é para encerrar que o façam com clareza. Isto parece uma realidade de um país de outro continente”, reivindica. O deputado faz ainda a comparação entre o Litoral e o Interior. “Na Loja do Cidadão, as pessoas trabalham por turnos para não se sentarem na mesma cadeira”, ironiza.
Redação Gazeta da Beira
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