Resinagem pode ser alternativa à crise

Seminário quis estimular a produção de resina em S. Pedro do Sul

A resinagem esteve em destaque, no passado dia 12 de fevereiro, no Balneário Rainha D. Amélia, nas Termas. Uma organização do município de S. Pedro do Sul que quis assim estimular a produção de resinagem no concelho. Esta iniciativa contou com intervenções de especialistas e representantes de empresas do ramo da resinagem que defendem que a resinagem pode ser uma alternativa à crise.

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Cristina Santos do ICNF- Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta defende que a resina tem futuro em Portugal e S. Pedro do Sul, com cerca de 600 hectares de pinheiros bravos, não é exceção. O vice-presidente do Município, Pedro Mouro concorda e destaca os Baldios de Carvalhais e Manhouce como áreas com muito potencial.

Resinagem pode contrariar o desemprego nos espaços rurais

A resinagem pode ser uma alternativa à crise. Esta foi a ideia defendida por António Salgueiro, representante de uma empresa do sector: a Resipinus. Primeiro, como defende, há mercado. “há procura nacional, há necessidade para a indústria, no país que atualmente tem que recorrer à importação.” Depois, seria uma forma de potenciar a economia local, “tendo em conta o desemprego acentuado no mundo rural que hoje se verifica”. Fala assim de uma “atividade lucrativa” em que “o retorno é imediato”. Também Filipe Silva, representante da Eurochemicals defendeu que a resina pode ser lucrativa. “É preciso dar prioridade à resina nacional, para conseguirmos um mercado sustentável”.

Resinagem é compatível com a produção de madeira

António Salgueiro aproveita ainda para esclarecer alguns mitos. “Produzir resina não implica de forma alguma deixar de produzir madeira”. Em causa pode estar, apenas, uma diminuição, nunca superior a 10%, garante.

Determinante para preservar a floresta

Outra ideia defendida por António Salgueiro é a de que a resinagem pode ser, também, a única maneira de preservar a floresta. “A resinagem pode ser determinante para manter os poucos pinhais que temos”, defende. Isto porque, como acrescenta, a produção de resigna, cujo pico ocorre no verão, permite que as florestas estejam ocupadas nos meses mais quentes. “Quem trabalha na resina conhece a floresta como ninguém, nos até costumamos brincar, dizendo que eles até dão nomes próprios aos pinheiros. Assim estariam presentes para as primeiras intervenções, para rescaldos…”Redação Gazeta da Beira

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