Nas comemorações do 90.º aniversário, Salvação Pública pede um novo quartel

Liga dos Bombeiros apoia a constituição do Agrupamento em S. Pedro do Sul

Como já era esperado, a possibilidade da criação de um Agrupamento das duas corporações de Bombeiros da cidade de S. Pedro do Sul, esteve em destaque nas comemorações do 90.º aniversário dos Bombeiros de Salvação Pública. José Requeijo, em representação da Liga dos Bombeiros Portugueses, defendeu a proposta que diz ser a melhor forma de “rentabilizar recursos”. Também o Presidente da Câmara mostrou-se confiante em que o Agrupamento seja uma realidade “a curto prazo”. Como avança Vítor Figueiredo, “neste momento estão reunidas todas as condições”. Já António Casais falou da urgência de um novo quartel para as duas corporações da cidade. Como referiu o Presidente da direção dos Bombeiros de Salvação Pública, “Ambas as corporações da cidade estão desajustadas à realidade atual e à operacionalidade que hoje se exige”.

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Como a Gazeta da Beira avançou na passada edição, as duas direções dos Bombeiros, sediados na cidade de S. Pedro do Sul, Bombeiros de Salvação Pública e Bombeiros Voluntários, mostraram-se abertos a formar um Agrupamento. Agora, foi a vez da Liga dos Bombeiros Portugueses vir defender esta proposta, que paira no concelho há já alguns anos.

Como defendeu José Requeijo, “Numa altura em que o país atravessa inúmeras dificuldades económicas e financeiras é cada vez mais importante rentabilizar recursos e fazer com que os meios humanos e materiais estejam cada vez mais ativos, mais predispostos e capazes de responder às solicitações das populações. Às vezes multiplicar, ou neste caso, duplicar os meios não será bem esse conceito”. Requeijo apela, assim, à união de esforços, até porque, como defende, “somos todos soldados da mesma paz”.

 

Liga deixa repto ao Município

O vogal da Liga dos Bombeiros Portugueses deixou mesmo o repto ao Presidente da Câmara de S. Pedro do Sul para avançar e garantiu o apoio da Liga. “Sei que tem desenvolvido um trabalho árduo na manutenção destas associações, sei que tem a confiança destas duas associações e portanto sei que vai conseguir… não vai ser fácil, terá que partir paredes, saltar algumas pedras, mas se conseguir, o Agrupamento será uma referência para o nosso país e será, portanto, reconhecido nos próximos tempos”.

Em resposta, Vítor Figueiredo disse que o Município “está de portas abertas”. O autarca acredita que esta pode “ser uma realidade a curto prazo” no concelho. “Neste momento estão reunidas todas as condições, que o tempo e a história possam configurar, para que, ainda este ano, possamos ter luz verde para que o Agrupamento possa vir a ser uma realidade.”

Construção de um quartel pode ser o símbolo da união

Já António Casais centrou o seu discurso na urgência de construir um novo quartel no concelho, no próximo quadro comunitário de apoio. Como defendeu o Presidente da Direção dos Bombeiros de Salvação Pública, “o novo quadro comunitário é fundamental para que os nossos bombeiros possam melhorar as suas condições. Ambas as corporações da cidade estão desajustadas à realidade atual e à operacionalidade que hoje se exige. Somente com a construção de um quartel de raiz, recorrendo a fundos europeus, será possível melhorar as condições atuais”.

O diretor mostrou, ainda, estar sempre disponível para dialogar. Como garante, “Salvação Pública fará parte da solução e nunca do problema”.

Para que o novo quartel possa ser uma realidade, Casais pediu o apoio da Liga dos Bombeiros Portugueses, “que a liga seja mesmo intransigente, sobre pena de poderemos perder uma das última oportunidades dos Corpos de Bombeiros se poderem modernizar na próxima década”, defende.

José Requeijo mostrou-se otimista no facto do próximo quadro comunitário, horizonte 2020, poder abrir as portas para este investimento que considera de grande importância. “Se houver condições de candidatura estaremos do vosso lado,” garante.

Também Vítor Figueiredo acredita que o próximo quadro comunitário traga mais condições para as três corporações dos bombeiros. “Ainda estamos a tempo de construir um quartel”. O autarca falou também dos Bombeiros de Santa Cruz da Trapa, “que também podem vir a melhorar as suas instalações através de uma candidatura.”

Nova viatura para o combate aos incêndios

Na celebração dos 90 anos dos Bombeiros, foi ainda “duplamente” benzida uma novo veículo ligeiro para o combate aos incêndios, primeiro, na eucaristia, depois, à boa maneira dos bombeiros, com os dirigente a “regá-la” com duas garrafas de champanhe. Tradição antiga que os Bombeiros quiseram cumprir. O kit de combate a incêndios foi doado pela Freguesia de Vila Maior que, assim, nas palavras de António Casais, “depositou nesta associação a responsabilidade acrescida na proteção de pessoas e bens e que levou a direção a adquirir uma viatura e dotá-la condições necessárias para uma intervenção rápida e eficaz”, sublinha.

Destaca-se que este novo veículo está dotado de inúmeros equipamentos, para poder intervir em todos os fogos, rapidamente, nomeadamente em fogos urbanos.

Mais apoios para os bombeiros

José Requeijo recusa-se a falar de uma “crise de voluntariado nos bombeiros” e diz que há muitos jovens a integrarem os bombeiros e muitos outros que querem vir a integrar. O vogal da Liga dos Bombeiros Portugueses fala antes de uma “crise de disponibilidade e, por isso, exige mais benefícios para os Bombeiros Voluntários e garante estar em negociações com o Ministério da Segurança Social e Solidariedade, com o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Educação.

Requeijo apela assim a que sejam restituídos alguns benefícios e acrescentados outros e dá alguns exemplos: “O cartão social dos Bombeiros, desconto no IMI, por forma a incentivar os bombeiros a fixar-se nos concelhos, para, assim, poderem estar mais perto das populações; isenção nas taxas moderadoras; contagem do tempo de trabalho para as reformas.”

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