Cedrim marchou em honra de S. João

Marchas mantêm tradição há cinco anos

Primeiro no Sábado, dia 21, depois na noite de S. João, dia 23, as Marchas saíram à rua e atraíram centenas a Cedrim. A tradição começou por essas terras há 5 anos , promete continuar e segundo a organização, “fazer cada vez melhor”.
ed657-p14_01-IMG_20140621_220704As Marchas Populares de S. João saíram duas vezes às ruas de Cedrim e, nas duas atuações foi muita  a adesão. Várias centenas de pessoas, vindas de todo o concelho de Sever do Vouga, mas também dos concelhos limítrofes, quiseram assistir à estreia das Marchas 2014, deste vez, vestidas em tons de prata e azul. A música ficava no ouvido: “As Marchas de S. João/ Atraem o visitante/Pelo seu brilho e beleza/Pelo seu brilho e beleza/E um ar sempre contente”. Uma canção que fala da história da freguesia e dos seus encantos.
Dos 7 aos 70, o Grupo das Marchas de Cedrim, conta com cerca de 60 elementos, só marchantes são cerca de 40. Elementos oriundos de toda a freguesia de Cedrim. Com a União de Freguesias, também Paradela passou a ter representação.
Da iniciativa, o grupo faz um balanço muito positivo, como refere Carlos Arede à Gazeta da Beira, “esta é uma atividade muito importante para a nossa terra, por um lado, mantemos viva uma tradição que são os santos populares, por outro, é uma forma de atrair pessoas à nossa freguesia”. Esta é só a primeira de muitas atuações. Depois da habitual estreia no S. João, as Marchas vão ter várias saídas. Uma forma de “levar o nome de Cedrim mais longe”, acredita Carlos Arede. Entre as saídas, destaque para a participação na Feira do Mirtilo, para a qual prepararam uma adaptação especial, em que dão ênfase ao fruto azul.

As Marchas que unem a freguesiaed657-p14_02-IMG_20140621_221247
Tudo começou há cinco anos, “com uma brincadeira”, como relata Carlos Arede, Sever do Vouga preparava um concurso a nível concelhio no qual a freguesia de Cedrim ia participar. O concurso acabou por ser cancelado, mas, os marchantes de Cedrim, “uma vez que muito já tinham ensaiado” apresentaram a sua Marcha na freguesia. Ganharam gosto e até hoje não pararam. Todos os anos o Grupo durante largos meses prepara com minúcia cada passo que “quer fazer a diferença”.
Ao longo do ano, os cedrinenses unem-se para preparar mais uma edição. Muitas são as pessoas, o trabalho e o dinheiro envolvido, como adiante Carlos Arede, “só os tecidos, andam à volta de mil euros”. Desde a confeção da roupa, à composição musical, à letra, à coreografia… tudo passa pelas mãos de cedrinenses que unem esforços para continuar a tradição. Pelas mãos de Maria Júlia Gomes e Virgílio Cruz passaram muitos metros de tecido, uma azáfama que se prolongou até ao dia da estreia. Os dois costureiros já há vários anos que têm feito as roupas gratuitamente. Muitas horas de trabalho em prol de uma causa que não custa já que, “quem corre por gosto não cansa”. Como explica Maria Júlia, “eu gosto mesmo de Cedrim e tudo o quanto seja para fazer algo de bom na terra eu estou sempre pronta, as festas de Cedrim são nossas e têm que ser nossas. Foram muitos dias dedicados às marchas, Sinto-me muita cansada, mas também muito feliz, dá-me muito gosto ver hoje as vinte e poucas fardas que eu fiz a marchar.” Do lado masculino, as roupas estiveram ao cargo de Virgílio Cruz que também “faz tudo como muito gosto e dedicação”, já que, em tempos, “também ele foi marchante”. Para o alfaiate, esta é uma iniciativa importante para a freguesia. Como referiu, “é um espetáculo muito bonito, que as pessoas gostam e que traz muita gente a Cedrim. É importante dar vida à nossa terra e não deixar morrer esta tradição”.

Desde janeiro, todas as sextas, com a exceção daquelas que choviam, já que os ensaios são feitos ao ar livre, o Grupo das Marchas reunia-se no ringue para mais um ensaio. Noites de convívio em que se cruzam histórias, gerações e a vontade comum “de fazer cada vez melhor”. Como defende Carlos Arede, “temos muito brio naquilo que fazemos, acredito que de ano para ano temos evoluído muito e que, de ano para ano conseguimos envolver mais pessoas”. No futuro, as Marchas prometem continuar, sempre com o objetivo de ir mais longe. “Há alguns projetos que temos pensados, mas por enquanto ainda não queremos revelar, mas uma coisa é certa, não queremos desistir, a nossa vontade é, ano após ano fazermos cada vez mais”.
As Marchas de Cedrim, integraram o Cartaz em Honra ao Santo Padroeiro da Freguesia. Foram seis os dias de festa que trouxeram animação, música e tradição e que conseguiram atrair largas centenas de pessoas a Cedrim. Com a garantia que volta daqui a um ano, depois de animarem as noites de S. João, as Marchas de Cedrim procuram, agora, novos voos.Redação Gazeta da Beira

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