Feira Franca “um bom passeio”

Milhares de pessoas passaram pela feira, mas negócio esteve fraco

ed655-web--p13_01No passado domingo, dia 25 de maio, a Gazeta da Beira esteve na Feira Franca, uma iniciativa anual que chamou a Oliveira de Frades milhares de pessoas. Em conversa com os visitantes e comerciantes, todos apoiam a continuidade da tradição, mas deixam o alerta, “o negócio está muito fraco”.
Era dia de Feira em Oliveira de Frades, mais propriamente dia da Feira Franca, um mercado anual que é, há muitos anos, tradição por estas terras. Era muita a movimentação, ouvia-se um burburinho típico destes eventos, o recinto do Largo da Feira estava completamente cheio, vários milhares quiseram cumprir a tradição e passar pela vila. Todos têm a mesma opinião, a Feira Franca é uma boa iniciativa e deve continuar. Raul de Almeida não é de Oliveira de Frades, mas não perde a feira de maio, como refere em declarações à Gazeta da Beira, “a feira é já um pretexto para cá vir, não perco uma, penso que é uma iniciativa muito interessante e que não deve acabar”. Já Marisol Tojal, de Oliveira de Frades, fala com carinho da feira da terra. Como referiu, “é muito gira, chama sempre muita gente, cria muito movimento e animação… É uma tradição e há que continuar”.
Já os feirantes, apesar de valorizarem a iniciativa, falam de “poucos negócios”. Todos os entrevistados pela Gazeta da Beira dizem que, em termos de vendas a feira está franca. Heitor Santos, a vender nesta feira pela primeira vez diz que “há de facto muita gente na feira, mas há poucas a comprar”. Rosa Cunha concorda, como refere a feirante, “Quem aqui anda não compra nada. Não há dinheiro, este é o pior ano que está a existir”. Também Adriano Silva tem a mesma opinião, como explica, “a feira está a meio gás, a crise está a fazer-se sentir, as pessoas não têm dinheiro”.
Além da feira houve, ainda, muita animação, junto à Avenida Dr. Arménio Maia, houve uma corrida de cavalos que juntou largas centenas de pessoas. Já no recinto da Feira, houve espaço para um momento musical protagonizado pelo Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Nespereira.
O município valoriza a iniciativa, como defende em comunicado, “Este evento representou, mais uma vez, o reviver de uma tradição secular, aliando o convívio e a diversidade cultural ao mercado que atraiu pessoas de toda a região”.

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