ADRA estuda possível deslocação da ETAR
Reivindicações de populares ditam atraso
Na freguesia de Talhadas, concelho de Vilarinho a Construção de uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas e Resíduos) está longe de ser consensual. Os moradores alegam que o local escolhido para a construção desta infraestrutura é muito próximo da povoação e temem futuras consequências. O assunto esteve em debate na última sessão da Câmara Municipal. António Coutinho garantiu que a AdRA (Águas da Região de Aveiro) já está a executar um estudo técnico para a deslocalização da ETAR. Seja qual for a decisão, certo é o atraso da construção.
Os estudos ambientais nada apontaram contra à construção da ETAR, mas a população discorda com o local escolhido para a sua construção, dizem ser muito perto da população. Dado o descontentamento da população a AdRA já está a estudar alternativas. O objetivo é deslocar a infraestrutura para mais longe.
Como referiu António Coutinho, em declarações à Gazeta da Beira, “é natural que uma ETAR gere sempre alguma desconfiança”. O Presidente da Câmara, contudo, desvaloriza a situação. Como defende, “As ETARs que hoje se fazem, não são as ETARs de há 30 anos atrás, não têm qualquer cheiro, a água sai completamente limpa, até podemos tocar na água!”.
Para dar a conhecer melhor o funcionamento de uma ETAR, a AdRa organizou uma visita a duas infraestruturas semelhantes, entre a tripulação estavam alguns dos habitantes e como refere o autarca, a “maioria ficou convencida”. Uma considerável parte da população, porém, continua contra a construção no local previsto. Os habitantes querem a deslocalização da ETAR.
A construção da ETAR não vai avançar até o estudo de deslocalização estar concluído. Uma análise técnica dependente de um conjunto de pareceres e burocracias que deve atrasar o arranque da obra nos próximos tempos. Recorde-se que na localização atual, o projeto já estava completamente aprovado. Faltou a aprovação do povo.Redação Gazeta da Beira
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