Edição 834 (29/09/2022)
Marta Costa integra pela 2.ª época o Departamento Médico da Academia de Andebol de São Pedro do Sul
“Trabalhar com esta equipa é uma oportunidade ímpar que muito me acrescentou!”
Marta Costa, natural de São Pedro do Sul, acompanha, pela 2ª época consecutiva, a equipa sénior feminina da Academia de Andebol de São Pedro do Sul, agora com a novidade das competições europeias. A acabar a licenciatura em Fisioterapia, acrescenta ao seu currículo este percurso profissional, onde apenas com grande competência se consegue chegar.

– Podes descrever-nos o teu percurso académico e profissional? – “Antes de começar, gostaria de agradecer o convite que me foi dirigido, o qual tive o maior gosto em aceitar por ser um jornal da minha região. Em relação ao meu percurso académico, sempre fui boa aluna e gostava de estudar, mas quando cheguei ao 10º ano, em que escolhi a via do ensino regular, nomeadamente científicos, comecei a ficar muito desmotivada, deixei de gostar de estudar ou pelo menos do que estava a estudar. Foi então, que tomei a decisão de mudar para o curso profissional. Optei pelo curso Técnico/a Auxiliar de Saúde, a escolha não foi difícil, porque desde nova que já sabia que queria trabalhar na área da Saúde. No início estava um pouco reticente, porque havia um certo estigma em relação aos cursos profissionais e em que posso afirmar que eu própria também pensava o mesmo. Rapidamente comecei a ver que não era bem assim, que tanto em curso profissional, como em ensino regular, há alunos que querem estudar e se dedicam e outros que não se esforçam e não querem saber das notas. Quando iniciei o curso, a motivação voltou e gostei bastante do que estava a estudar. No final do curso, foi bastante difícil, pois estava no último estágio de 300h, tinha de fazer relatório de estágio, fazer a Prova de Aptidão Profissional, que até hoje, foi o projeto que mais gostei de fazer, e ainda estudar para os exames nacionais. Mas com dedicação tudo se faz. Na altura, não tinha ainda decidido o curso que queria, mas fisioterapia era um curso que me chamava a atenção, porque tinha a parte desportiva e uma parte clínica, e até agora estou confiante que fiz a escolha certa. No momento, estou no 4º ano e último da licenciatura.”

– Como te sentes em trabalhar numa equipa de séniores femininas que é uma referência no andebol nacional? – “Esta será a 2ª época consecutiva a acompanhar esta equipa, agora com a novidade das competições europeias. É um misto de sensações, por um lado de muita responsabilidade, mas por outro de reconhecimento. É um privilégio enorme e ótimo para o meu currículo, visto que ainda não terminei a licenciatura e já tenho este percurso. Trabalhar com esta equipa é uma oportunidade ímpar que muito me acrescentou, não só pela experiência que adquiri mas também pelas pessoas incríveis com que trabalhei, as atletas, a treinadora da época passada, Ana Seabra, que é uma referência no andebol português, e é uma treinadora fenomenal e uma pessoa melhor ainda, que desde o início nos fez acreditar que podíamos chegar longe e que se veio a confirmar com o apuramento para as competições europeias; o Carlos Sá, preparador físico, que foi uma ajuda imprescindível na área do exercício e é bastante satisfatório quando existe esta confiança e sintonia da treinadora com o departamento médico, porque cada um destes profissionais possui um determinado conjunto de habilidades especializadas com o mesmo objetivo, que é ajudar as atletas.”

– Na tua experiência profissional, quais foram os problemas mais graves que ajudaste a recuperar? – “A lesão mais grave que ajudei a recuperar foi uma rotura do LCA (Ligamento Cruzado Anterior) após cirurgia (artroscopia com plastia, que é basicamente uma técnica pouco invasiva usada para “reconstruir” o ligamento, que passa pela colheita de um enxerto de tendão que vai ser colocado através de túneis ósseos que atravessam a tíbia e o fémur, de forma a substituir o ligamento que rompeu). Mas a mais desafiante foi durante um jogo, em que a atleta sofreu uma luxação do dedo mindinho, que é quando o dedo sai fora do sítio e tive de o voltar a colocar no sítio.”

– O que mais almejas conseguir para o teu futuro? Passa por continuar a trabalhar aqui na região de Lafões ou se surgirem novas propostas para outras paragens, aceitarias? – “Espero principalmente ser uma boa profissional e conseguir ajudar as pessoas. Quero evoluir bastante, aprender mais, compreender mais e alcançar os objetivos a que me vou propondo. Idealmente queria continuar a trabalhar na região de Lafões, mas não descarto a possibilidade de aceitar propostas em outras cidades.”
À Marta Costa e à sua equipa, desejamos os maiores sucessos desportivos e profissionais!

Mais artigos:
Comentários recentes