Edição 815 (11/11/2021)
Academia de Andebol de São Pedro do Sul cada vez mais forte

• Paula Jorge
Fomos ao encontro do professor Carlos Pires, coordenador técnico da Academia de Andebol de São pedro do Sul para nos dar o balanço dos trabalhos a decorrer.
– Como se encontram posicionadas, neste momento, as equipas seniores, feminina e masculina? – “As seniores femininas estão em segundo lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, após 5 jornadas disputadas, tendo alcançado 4 vitórias e 1 empate. Desportivamente o grupo está a conseguir os objetivos a que se propõe jogo a jogo, com grande coesão defensiva, que permite explorar situações de ataque rápido. Infelizmente tivemos a saída de duas atletas importantes no grupo, uma vez que tiveram a oportunidade de melhorar as condições de vida delas indo jogar para a Sérvia, pelo que o grupo, sobretudo a nível ofensivo, ainda está a passar por um processo de criação de dinâmicas fundamentais. Obviamente que o nível da competição é o mais alto, estamos a falar de uma primeira divisão nacional e as dificuldades vão surgir, no entanto todos estão focados para que possamos representar a nossa região ao mais alto nível.
Os seniores masculinos estão classificados em quinto lugar do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, após 8 jornadas disputadas, com um jogo em atraso, fruto do adiamento da partida em Estarreja, devido ao piso do pavilhão municipal de Estarreja se encontrar muito escorregadio. Esta competição é muito equilibrada como testemunham os resultados verificados até ao momento, com vários jogos a terminarem com um ou dois golos de diferença, ou mesmo empatados, resultado que no andebol não é tão comum quanto isso. Muitas equipas reforçaram-se com o objetivo de disputarem a subida para a 1ª Divisão Nacional e o nível dos jogos tem sido alto. No nosso caso assistimos à saída, relativamente à época passada, de alguns atletas, uma vez que, infelizmente, não fomos capazes de lhes proporcionar trabalho nas empresas da zona e eles tiveram que procurar essas oportunidades noutras paragens. Estas saídas levaram à entrada de outros atletas e à permanência no plantel sénior de jovens que são ou passaram pela nossa formação, tornando o grupo muito jovem, com uma média de idades de 22 anos, no qual se destacam 3 ou 4 atletas mais velhos e com experiência competitiva neste escalão. O desafio passa pela criação de um grupo coeso e dinâmico que nos permita ser competitivos em todos os jogos. O objetivo principal passa pela manutenção, mas não iremos abdicar de lutar pela vitória em todos os jogos, perante qualquer adversário.
– Relativamente às equipas de formação, qual é a situação das equipas? – “No que diz respeito à formação estamos num processo de restruturação após o levantamento de algumas restrições. Infelizmente assistimos ao abandono precoce de alguns atletas dos grupos sub17 e sub19 femininos e de sub18 masculinos, sobretudo devido ao receio dos próprios e suas famílias deste período de pandemia, em idades em que se encontram a frequentar o ensino secundário. Por outro lado, tivemos um grande aumento do número de atletas nos escalões de bambis e minis, nos quais queremos fazer uma aposta muito forte para que as nossas crianças possam vivenciar experiências muito enriquecedoras para a sua formação pessoal e desportiva. A falta de recursos humanos habilitados a desenvolver este trabalho é muito grande na nossa zona e estamos a tentar colmatar esta lacuna através de atletas do plantel sénior, com formação na área, com o objetivo de criar uma forte identidade de clube. Estabelecemos protocolo com o Agrupamento de Escolas de Santa Cruz da Trapa o que nos permite levar aos alunos desse agrupamento a modalidade, protocolo do qual resultou a participação de aproximadamente 60 alunos nos campeonatos da Associação de Andebol de Viseu.
Nas sub17 femininas tivemos a chamada da Mafalda Loureiro aos trabalhos do Centro de Treino da Zona Norte da Federação de Andebol de Portugal, nos sub16 masculinos o Paulo Ferreira e o Gabriel Cardoso foram chamados aos trabalhos da seleção regional de Viseu, tal como aconteceu com as sub15 femininas Diana Almeida, Mariana Ribeiro, Gabriela Ribeiro, Núria Pedroto, Luísa Silva (ainda com idade de sub13), Margarida Marques e Bruna Pedro.
A Matilde Brazeta, atleta com idade de sub18 feminina que faz parte do plantel sénior, continua a marcar presença nos Centros de Treino Nacionais e participou em outubro passado num estágio da Seleção Nacional do escalão.
Há ainda a destacar nos plantéis seniores a presença de muitos atletas oriundos da formação da Academia ou com passagem na formação da Academia após terem iniciado o seu percurso desportivo em outros clubes da região. Cabe-lhes agora a eles prepararem-se e crescerem com a experiência de colegas mais velhos e velhas, de modo a que possam assumir cada vez mais um papel de destaque. Estes jovens atletas dos plantéis seniores são um exemplo para todos os outros atletas da formação e uma prova que temos feito muitas coisas bem, sem deixar de cometer erros pelo caminho, pois só os cometendo é que é possível crescer.
– Quais os eventos que a Academia de Andebol irá realizar durante esta época? – “Durante a presente época o maior desafio é o recuperar da organização do Termas Andebol Cup, torneio fundamental para nós e para a economia da região. Na última edição tivemos a participação de 1500 atletas, em representação de 110 equipas, que ficaram alojados e São Pedro do Sul durante 3 dias com o objetivo de disputarem o nosso torneio. Teremos que fazer algumas adaptações ao modelo que já estava alicerçado, com uma diminuição do número de equipas e escalões, de modo a continuar a salvaguardar que são cumpridas todas as indicações da DGS que nos são comunicadas. Para além do torneio pretendemos dinamizar Férias Desportivas, treinos para pais, treinos para crianças com menos de 5 anos, mantendo a nossa participação nos campeonatos da AA Viseu o que, neste momento, implica ter em atividade 10 equipas da formação, movimentando cerca de 140 crianças.”
– Como se encontra a moral dos desportistas da Academia? – “Essa é uma pergunta complicada, por um lado todos estão entusiasmados com a participação das equipas seniores em Campeonatos tão exigentes como são a 1ª Divisão Nacional Feminina e a 2ª Divisão Nacional Masculina, mas, por outro lado, todos têm receio que as restrições apertadas possam regressar e a sua atividade limitada.
Os mais novos não podiam ter a moral mais elevada, estando a viver um período de retoma da competição com que há tanto sonhavam.
Dirigentes e treinadores estão cansados pelo volume de trabalho existente, mas continuam a dar o seu melhor para tornar as coisas possíveis, sendo aqui fundamental dar início ao Clube de Pais (estrutura que pretendemos desenvolver e fomentar, tornando o papel dos pais enquanto associados do clube, cada vez mais interventivo na estrutura do clube).
Fica o apelo a que mais empresas se possam associar a nós colaborando connosco para a concretização de um papel social que deve ser de todos.”
À Academia de Andebol de São Pedro do Sul desejamos os maiores sucessos desportivos!

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