M. Guimarães da Rocha (Ed. 700)

VIAGEM DE FÉRIAS

VIAGEM DE FÉRIAS

Instruções inúteis, ou talvez não, pois podem ajudar na viagem

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Tempo de férias que hoje entendemos como um direito usual e normal no calendário de quase todos os trabalhadores, é na realidade uma aquisição muito recente nesses mesmos direitos. Não vou historiar esta conquista de direitos e só pretendi chamar a atenção para o fruto de uma luta que envolveu gerações, e que hoje é aceite como uma banalidade adquirida.

Só pensamos no tempo de relax com a família, em que vamos esquecer a pressão, que muitas vezes, e por circunstâncias várias, o trabalho pode acarretar.

Devemos por consequência prepararmo-nos bem, de forma a obter o maior prazer e satisfação, durante esse período de tempo, que se avizinha.

Claro que muitos não vão sair do País, mas irão certamente ficar a gozar as delícias do Mar ou da Montanha, ou aproveitar esse tempo para um período de relax ou terapêutica, numa das muitas belas Estancias Termais que o País possui.

Durante esse período de tempo tudo pode suceder, como é natural, pois vamos mudar o local normal da nossa vida diária e procurar disfrutar de tudo que nos é oferecido, ou por nós é esperado ou imaginado.

Mas há uma realidade a que temos que atender e isso não pode se esquecido, por mais que muitos não o queiram admitir.

Esta realidade envolve a maior parte das vezes o carro, os seguros, e a nossa saúde, da qual só nos lembramos quando ela nos falta. Vamos para um local diferente, onde nada sabemos, sobre o apoio médico, segurança pessoal, policial, etc., etc…

Temos pois obrigação de ler tudo que nos é possível sobre o local onde vamos ficar durante semanas, e do qual, na maior parte das vezes nada sabemos. Nada custa apontar também o número do Centro de Saúde, do Hospital, da polícia, etc., e não só dos locais de diversão, e restaurantes, como é o habitual a maior parte das vezes.

Claro que se pretenderem ir ao estrangeiro devem olhar par o vosso PASSAPORTE:–“É pá, já caducou, que chatice!”.

Se esse estrangeiro for na U.E. há que pedir um documento que dá direitos a tratamentos “urgentes ou não”. Ele existe e é gratuito…Que raio, somos da C.E.E…enquanto existir, disfrutemos dos seus benefícios! (vão ao Centro de Saúde pedir o documento).

Se levamos poiso fixo, deixar o nome do hotel e número do telefone da vossa futura residência, aos familiares mais chegados, e… telefonar regularmente.

Levar, também a Carta de Condução, Cartão do Cidadão ou B.I. e no caso de doença crónica informação em Português, Inglês, e se possível em Castelhano na vossa carteira. (Será sempre útil um cartão Visa ou outro do mesmo teor. (Imforme.se no seu Banco). Mas cuidado com tudo que se refere a cartões de crédito, pois o “Diabo” tece-as, e muitas vezes não é o diabo, são os diabretes que pululam como moscas á nossa volta, bem vestidos, aperaltados, e sempre disponíveis.

Claro que a sua esposa sabe fazer a mala melhor do que você, mas não se esquece de levar uma camiseta fina para se proteger do sol, ou uma camisola grossa se for para a neve, ou alguma zona mais fresca, e se é de prever chuva e frio, tome as respectivas precauções. Você é que sabe onde se vai meter… e do que vai precisar.- Diz o Povo: “quem vai para o mar previne-se em terra”.

Desculpe, já me ia a esquecer de lhe dizer para misturar uma muda de roupa para um dia, na mala da mulher, e vice- versa, pois “os aviões estão doidos”, e trocam as malas muitas vezes, não é? E às vezes até desaparecem, e só voltam a aparecer quando estamos para regressar, o que não dá jeito nenhum!

Não tome isto muito a sério, pois ainda desiste da viagem antes de começar. Mas uma viagem é sempre uma aventura e só devemos pensar em torna-la agradável…tudo vai correr bem.

Mas esta ideia da prevenção é muito útil…homem prevenido vale por dois, não é, ou mesmo três. – Deixemo-nos de brincadeiras e vamos ao que interessa:- Para onde vai? Desculpe o atrevimento mas eu tenho que saber para o ajudar…doutra forma é muito difícil!

Eu compreendo que não queira revelar, e portanto vou deitar-me a adivinhar:- Vai para o Brasil, Argentina, Chile ou África, não é? – Acho bem, e só fico com inveja de não o poder acompanhar… mas atenção ao Boletim de Vacinas. Verifique se as vacinas da Febre-amarela, da Hepatite, do Tétano, etc., estão dentro da validade. Vá ao seu Centro de Saúde e fale com o seu Médico de Família e tudo se resolve num instante. Já agora não se esqueça que agora nesses países, é Inverno!

Por causa das “moscas” arranje uma malinha pequenina de primeiros socorros onde vai colocar, um protector solar, um pacote pequeno de compressas esterilizadas, um rolo de adesivo, “Betadine”(pomada) e uma ligadura elástica de 5cm de largura, repelente de insectos, paracetamol 500, Zyrtec(anti-histamínico), Imodium, Dimicina…(a diarreia pode ser um problema, pois você pode ficar hospedado distante de tudo). Proteja-se do sol, como faz o nosso Presidente, com aquele maravilhoso boné! Vendo bem, já existem no mercado Kits de viagem de acordo com as zonas geográficas para onde se pretende deslocar.

E se prevê chuva? -Guarda chuva, claro!.. Se arranjar um daqueles pequenos que se metem na mala…melhor!

Se vai para país quente pense no “Zilca”e nas antigas doenças tropicais. Quando for ao seu médico fale-lhe sob a protecção da Malária e nos cuidados a ter com os mosquitos. Caso esteja em pleno período de gravidez, mais cuidados com o “ZILKA”e não sei se todos serão suficientes.

Cuidado não se esqueça das guerras que infelizmente ainda enxameiam o planeta Terra, principalmente nas regiões islamizadas!

Nem da falta de higiene que em muitos lados se encontra escondida, em muitos dos restaurantes que vai frequentar! Beber somente “água engarrafada ou vinho”, às refeições, mas já agora do bom!

Somente depois pode respirar fundo, e calmamente pensar na mala de viagem e no que tem que lá transportar.

Não desista já, pois só falta pôr na mala tudo o que vai necessitar. E aqui tem certamente uma perita em casa”:- A sua mulher, se for casado”.

– Senão, vamos recorrer à experiencia, à imaginação, ou a umas listas muito bem-feitas em papel A4, que já se vendem nas lojas da especialidade.

Não passam das velhas “35 linhas documentais”, que conservamos possivelmente por influência Filipina, onde em cada linha está escrito o nome da peça de vestuário seguida de duas linhas verticais com espaço para o número de peças que se levam, e outro espaço para observações.

Claro que temos alguns “papers” que já trazem impresso o nome das peças de vestuário que se devem levar em viagens, mais ou menos demoradas, orientadas quer tendo em vista as regiões do corpo humano a proteger, ou simplesmente dispostas por ordem alfabética.

Como sabem já está tudo pensado e escrito na Internet em qualquer lugar é só procurar com muita paciência.

Para alguns Países ainda temos os problemas das divisas, mas em quase todos os países aceitam o Euro e o Dólar Americano. Depende do País e da sua localização geográfica.

E para terminar não se esqueça de saber se o País para onde vai reclama um VISTO ANTECIPADO.

Ainda há muitas destas exigências e outras mais, que certos Países obrigam, e às vezes não têm Consolado em Portugal! Parece impossível!

Depois destas inutilidades todas que vos relatei, tenho a certeza que ainda os esperam muitas surpresas, mas são estas que tornam a viagem interessante, não é?

Divirtam-se o mais que puderem, pois como sabem a vida é curta, e as certezas infalíveis da política, só duram enquanto convém a alguns figurões.

BOA VIAGEM E BOM REGRESSO, são os meus mais sinceros votos.

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Redação Gazeta da Beira